Karine Pansa, da IPA, na DBW: “Um grande alerta”

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A necessidade de dados coerentes e acionáveis impacta o progresso que o mundo editorial pode fazer em seus principais desafios, diz Karine Pansa, da IPA

 

“Para construir uma narrativa convincente”    

Em nossa entrevista de 6 de janeiro com a editora brasileira Karine Pansa que este mês inicia seu mandato de dois anos como presidente da International Publishers Association (IPA) ela apontou o desafio enfrentado pela indústria editorial global de gerar e analisar dados coerentes entre mercados internacionais.

Na segunda-feira (16 de janeiro), ao fazer o discurso de abertura na conferência Digital Book World, em Nova York, Pansa expandiu o caso enfatizando seu objetivo de superar um ato de malabarismo entre alhos e bugalhos quando se trata de coletar e interpretar dados por meio do espectro internacional do negócio do livro.

Como colocado por ela, a questão “demonstra quantas oportunidades existem no mercado de publicação digital, mas também como temos que trabalhar mais para construir uma narrativa externa convincente sobre a inovação em nosso setor”.

Pansa observou que, ao preparar sua apresentação, ela e a IPA tiveram o apoio de seu parceiro em Genebra, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), bem como da Nielsen BookData e de algumas das 92 convenções nacionais de editoras que são membros-associadas do programa de 76 nações que ela lidera. Ela e a IPA compartilharam com a Publishing Perspectives (somos a parceira de mídia global da IPA) a apresentação de Pansa para nosso relatório hoje (17 de janeiro).

O que a Pansa veio a dizer na segunda-feira foi: “Sabemos que existem alguns tipos de dados de mercado para cerca de 40 países. Isso significa que há muita dark data.”

Voltando primeiro a um exemplo que ela mencionou em nossa entrevista conjuntos de dados incompatíveis de mercados na América Latina Pansa apresentou ao seu público ilustrações de como, em sua região, os dados estão disponíveis “para apenas três mercados”: Brasil – onde ela dirige a editora  Girassol Brasil em São Paulo – assim como Colômbia e México.

Pansa destaca que, em termos de livros digitais, a Colômbia surpreendentemente parece liderar, com os dados disponíveis mostrando uma participação de 15% no mercado de livros digitais, em comparação com 4% no México e 6% no Brasil.

O motivo? “Na Colômbia”, disse ela, “o livro digital não é apenas um ebook ou audiolivro, mas também uma plataforma educacional. Essas plataformas, obviamente impulsionadas pela pandemia, têm um impacto real nos números da Colômbia, onde os audiolivros são quase insignificantes. No México, os audiolivros estão ainda menos presentes e os impressos ainda reinam.

“Nesses três mercados”, ela cita, “temos diferentes definições de livros digitais, estamos ao menos comparando receitas, mas temos graus de granularidade muito diferentes”.

Ela também relaciona pontos importantes em comum a esses três mercados latino-americanos: “os países em desenvolvimento ainda lutam para aumentar seus mercados porque há uma barreira estrutural para sua demanda. Aspectos como hábitos de leitura e capacidade de ler são as principais dificuldades e são apenas parte da discussão.”

“Não podemos resolver o problema do aumento da demanda apenas produzindo mais conteúdo digital ou ainda mais livros impressos. Há aspectos mais profundos a serem discutidos e considerados”, explica. 

Outra região, a Ásia, como mencionado por Pansa, está produzindo dados que ela só poderia comparar da China e da Nova Zelândia. Aqui, ela estava usando, para a China, o relatório anual Beijing OpenBook “Crise e Mudanças” para 2020, que a Publishing Perspectives cobriu em janeiro de 2021. (Nossos relatórios mensais de best-sellers da China também são produzidos em associação com o OpenBook.) Dados da Nova Zelândia foram fornecidos pela Nielsen BookData (2021).

“Vemos que os livros digitais representam 6% das receitas do mercado chinês e 8% das receitas do mercado da Nova Zelândia. Para a Nova Zelândia, a coleta de dados apenas começou”, acrescentou a presidente. “Roma não foi construída em um dia e esperamos ter mais granularidade em alguns anos.”

Na Europa, como informamos, o programa Aldus Up em conjunto com Luis González, da Fundación Germán Sánchez Ruipérez, em Madri, tem conduzido um esforço para criar “publicação de coerência de pesquisa”, harmonizando pesquisas e protocolos de estudo entre vários mercados europeus.

Como apontou Pansa, a menos que os esforços entre mercados possam coordenar e harmonizar pelo menos alguns elementos da coleta de dados e relatórios, as fontes de dados atuais também se tornam um problema. Os mercados europeus são provavelmente melhores e mais minuciosamente pesquisados e estudados do que muitos outros, e ainda assim “uma mistura de fontes de dados – dados do consumidor e da indústria”, como disse Pansa, pode render “uma mistura de receitas, volume e quantidade de negócios. Alguns são apenas comerciais, alguns cobrem educação e STM.”

O impacto de dados inadequados na publicação mundial

Karine Pansa disse ao público que a pandemia da COVID-19 “nos mostrou que, de várias maneiras, não podemos continuar com os negócios como sempre fazíamos. Muitos mercados ao redor do mundo tiveram um grande alerta”.

“Falei da capacidade da IPA de contar uma história convincente sobre a inovação em nosso setor. Sobre o nosso valor, o valor da publicação. Mas é mais profundo do que isso”, disse ela apontando como áreas políticas específicas que compõem a missão da IPA são afetadas pela escassez de dados confiáveis.

Pansa falou, por exemplo, sobre questões de direitos autorais e pirataria, como “um dos nossos principais mercados europeus” tem “a maioria dos leitores de livros digitais fazendo downloads gratuitos”, citou. “Na África e no mundo árabe ouvimos os editores dizerem que não mudarão para o digital porque o risco de pirataria é muito grande e seus regimes de aplicação de direitos autorais não os protegem. Com toda a probabilidade, provavelmente existem muitos leitores de livros digitais nessas regiões, mas fora do mercado”, completou.

De acordo com Pansa, “Mesmo em mercados fortes como o Reino Unido vemos e-books com desconto representando uma grande parte das vendas, sugerindo uma sensibilidade real ao preço. Essa sensibilidade ao preço também se estende aos dispositivos – temos regiões onde o custo de um e-reader dedicado é muito alto em comparação com os salários locais.”

Em acessibilidade, disse ela, “Ebooks e audiobooks, feitos corretamente, são uma ótima maneira de fazer produtos melhores que podem alcançar ainda mais leitores, incluindo aqueles que são deficientes visuais ou deficientes físicos. A Lei Europeia de Acessibilidade entrará em vigor em 2025. Apesar do nome, também afetará os editores fora da Europa. Qualquer pessoa que venda na Europa deve ter formatos acessíveis disponíveis. ‘Nascer acessível’ tem que ser o alvo para livros futuros, mas e quanto aos livros já publicados?”

Ela acrescentou, em termos de publicações prévias, “Qual é o potencial da narração de IA para ajudar com esse desafio de títulos já lançados e disponibilizar mais livros rapidamente?” uma pergunta relacionada às nossas notícias de hoje sobre a Bookwire da Alemanha.

No que tange o reino notavelmente urgente da sustentabilidade, Pansa disse: “Sem dados detalhados reais, como podemos entender o impacto ambiental do nosso setor? Em todos os mercados que examinamos, o impresso ainda reina. Como podemos trabalhar com a cadeia de suprimentos para reduzir o impacto de carbono dos livros físicos, que os leitores em muitos mercados ainda adoram? Como podemos reduzir o desperdício físico, o impacto ambiental do transporte?”. Um dos pontos mais convincentes de Pansa este mês foi a conversa sobre sustentabilidade e a fragilidade do planeta natal da indústria, que às vezes é totalmente diferente no mundo desenvolvido e nos mercados em desenvolvimento porque as necessidades, valores e recursos críticos podem ser muito distintos.

Relativo à alfabetização, Pansa falou para seu público: “O 'mundo do livro digital' é uma oportunidade para aumentar as taxas de alfabetização em todos os lugares, mesmo nos lugares mais difíceis de alcançar. Vamos falar também sobre diversidade econômica. Qual é a gama de modelos de negócios e pontos de venda e como eles nos mantêm conectados aos nossos leitores?”

Ao preparar sua palestra, Pansa usou o título “Um Novo Começo”, que reflete três formas de posicionamento da International Publishers Association, sua nova presidência e o novo ano, é claro, com seus potenciais e desafios, dos quais apenas alguns são conhecidos no momento.

Embora se concentrasse na importância de obter muito mais dados na indústria editorial – e, tão importante quanto, dados muito mais coerentes para um negócio de livros que abrange grande parte do mundo habitado – sua mensagem era de otimismo, de que as complexidades da coleta de dados, análise e comparação podem ser direcionados para produzir resultados acionáveis capazes de gerar mais unidade e progresso em todo o campo internacional.

“O início do ano é sempre cheio de contemplações de bolas de cristal e adoro o otimismo de começar este novo ano olhando para o futuro do nosso setor”, disse ela.

Publishing Perspectives - 17/01/2023

Ontem (23), Vitor Tavares e Sevani Mattos, presidente e diretora da CBL, participaram da missão do presidente da república do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em visita à Argentina. O encontro com o presidente argentino, Alberto Fernandez, teve o objetivo de estabelecer parcerias entre o Brasil e a nação vizinha em vários setores.

No setor do livro, o objetivo da comitiva brasileira, convidada pela ApexBrasil, é aprimorar e incentivar melhores condições para exportações.

Em razão das festividades de encerramento de ano, a Câmara Brasileira do Livro terá horários diferenciados de atendimento. Confira abaixo como será o funcionamento durante a semana do Natal e do Ano Novo.

22 de dezembro - das 9h às 12h

23 de dezembro - não haverá atendimento

30 de dezembro - não haverá atendimento

Todos os serviços poderão ser solicitados pelo Portal de Serviços normalmente durante esse período, apenas o atendimento terá horário diferenciado.

Fique atento aos prazos para envio dos serviços: os dias em que a CBL não fará atendimento não contam como dias úteis.

 

Boas Festas!

A festa, organizada pela Câmara Brasileira do Livro, aconteceu ontem na Casa Petra, em São Paulo

 

A festa de confraternização do mercado editorial ocorreu ontem, dia 9 de dezembro. O evento organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) começou com um discurso de boas-vindas de Vitor Tavares, presidente da CBL. Após a fala de Vitor, aconteceram as homenagens aos profissionais que completaram 25 e 50 anos de atuação no mercado editorial entre 2019 e 2022.

Subiram ao palco Alexsandro Ferreira (Buzz Editora); Antonio Carlos Bitiati (Editora Planeta); Cleide Messias (Disal); Edrian Josue Pasini (Editora Vozes); Fábio Mazzonetto (Phorte Editora); Henrique Farinha (Editora Évora e Livraria Internacional Sbs); José Gabriel da Silva (Editora Vozes); Luciana Borges (Editora Schwarcz); Lucinda Marques de Azevedo (Editora Imeph); Luiz Rogerio Leite Nogueira (Editora Vozes); Marcel Cleante (Ciranda Cultural); Maria da Aparecida Saldanha (Livraria da Vila) e Zulmar Wernke (Editora Vozes) para receber a homenagem de 25 anos de serviços prestados.

Depois, foi a vez de Karine Pansa, Alfredo Weisflog e Luís Antonio Torelli entregarem as honrarias aos participantes que ultrapassaram a marca de 50 anos de colaboração ao mercado editorial. Os homenageados foram: Isis Valéria Gomes (CBL); Wander Soares (Apedu) e Raul Maia (DCL).

Por fim, Fernando Padula foi escolhido como o Amigo do Livro de 2022. A condecoração foi concedida por toda a sua dedicação à Secretaria de Educação da cidade de São Paulo, em especial pela criação do “vale-livro” para alunos e professores na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Confira aqui as fotos do evento!

Série tem o objetivo de aproximar leitores e escritores contemporâneos para um debate informal sobre literatura

O último evento da série Encontro com Autores do Jabuti acontece no dia 14 de dezembro, no Theatro Municipal de São Paulo, com a consagrada escritora Bianca Santana promovendo a conversa “Duas vertentes, uma mesma água”. O evento, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Theatro Municipal de São Paulo, é uma oportunidade para o público estar junto de grandes autores e debater com eles a respeito da principal premiação da literatura brasileira, o Prêmio Jabuti. 

A autora Bianca Santana falará sobre suas obras e vivências, além de promover uma análise da obra militante de Sueli Carneiro, Personalidade Literária do Prêmio Jabuti 2022. Doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e também jornalista, Bianca Santana é ativista feminista e do movimento negro. Ela é autora de “Arruda e guiné: resistência negra no Brasil contemporâneo” (Fósforo, 2022), "Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro" (Companhia das Letras, 2021) e "Quando me descobri negra"(SESI-SP, 2015).

O Encontro com Autores é uma atividade aberta ao público, de forma gratuita, por ordem de chegada. O evento começa às 19h. A primeira edição reuniu Sueli Carneiro, homenageada como Personalidade Literária de 2022 pelo Prêmio Jabuti e primeira Personalidade Literária do Prêmio não proveniente do eixo literatura, com o editor Marcos Marcionilo, atual curador do prêmio.

Na sequência, a conversa foi entre o conselheiro Luiz Trigo e os escritores Ignácio de Loyola Brandão e Felipe Castilho. O programa também contou com a presença das escritoras Amara Moira, Monique Malcher e Eliane Potiguara. Com o título “Ouça Minha Voz, Leia Minha Letra”, as quatro mulheres levaram para o debate os caminhos da criação literária e o ativismo, num debate mediado pela conselheira Bel Santos-Mayer.

Já a rodada “A informação entre milícias e guerrilhas” promoveu o encontro entre o jornalista Bruno Paes Manso e Mário Magalhães, com mediação de Marcos Marcionilo. Os dois autores tiveram livros publicados que renderam troféus do Jabuti na categoria Biografia e Reportagem. Mário foi agraciado em 2013 graças a “Marighella - o guerrilheiro que incendiou o mundo”. Bruno, por sua vez, ficou com o prêmio em 2021 por conta de “A república das milícias: dos esquadrões da morte ao governo Bolsonaro”. O médico Drauzio Varella participou do Encontro com Autores com tema  “Uma História de Muitas Vidas” e conversou com o conselheiro Rodrigo Casarin. Como escritor, Drauzio Varella venceu o Jabuti de Livro do Ano na categoria Não Ficção em 2000, com “Estação Carandiru”.

 

Data: 14 de dezembro, quarta-feira

Local: Theatro Municipal - Salão Nobre, às 19h

Classificação livre

Capacidade 200 lugares

Duração aproximadamente 90 minutos

Entrada livre e gratuita, por ordem de chegada até atingir a capacidade

Clique aqui e saiba mais.

A 64ª edição da maior premiação nacional do livro, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), contou com 52,3 mil pessoas acompanhando a transmissão da cerimônia pela internet, no dia 24 de novembro de 2022. O evento, realizado no Theatro Municipal de São Paulo, somente para convidados, teve o livro “Também guardamos pedras aqui”, da autora Luiza Romão, eleito como o Livro do Ano 2022. Após dois anos de pandemia, o evento voltou a ser presencial, mas a transmissão também bateu recorde de audiência na história do Prêmio.

Outras obras também foram premiadas em 20 categorias divididas em 4 eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. A exibição do Prêmio Jabuti 2022 pôde ser conferida pelo canal da CBL no Youtube e também, pela primeira vez, através do TIKTOK do Prêmio Jabuti.

Clique aqui para assistir a gravação da cerimônia.

Obra da atriz, poeta e slammer Luiza Romão foi publicada pela editora Nós.

 

A 64ª edição do Prêmio Jabuti, maior e mais aguardada premiação nacional do livro, aconteceu na noite de hoje, dia 24 de novembro, no Theatro Municipal de São Paulo, marcando o retorno presencial da cerimônia, após dois anos em formato online. O evento, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), consagrou “Também guardamos pedras aqui”, da autora Luiza Romão, como o Livro do Ano 2022. Outras obras também foram premiadas em 20 categorias divididas em 4 eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. A jornalista Adriana Couto foi a mestre de cerimônias da premiação.

Grande vencedora da noite, a poeta e atriz Luiza Romão receberá a estatueta dourada do Livro do Ano 2022, além do prêmio no valor de R$ 100 mil. A obra, da editora Nós, tem a guerra de Troia como objeto central, a partir do qual as injustiças, crimes e opressões são escancarados aos olhos do leitor.

Além de Livro do Ano, o Jabuti anunciou os ganhadores de cada uma de suas 20 categorias. Os autores premiados receberam a estatueta e o valor de R$ 5 mil. A categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior, que conta com apoio do projeto Brazilian Publishers - uma parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) -, contempla a casa editorial brasileira com uma Bolsa de Apoio à Tradução no valor de R$ 5 mil, caso a editora seja participante do Brazilian Publishers. Caso a editora brasileira não faça parte do projeto, recebe a filiação completa por 12 meses.

Vitor Tavares, presidente da CBL, comemorou mais uma edição de sucesso do Prêmio Jabuti. - A CBL atua incansavelmente para promover a bibliodiversidade, fortalecer o livro e democratizar o acesso à leitura. E um dado que muito nos orgulha e mostra que estamos no caminho certo é o recorde de inscrições que o Prêmio Jabuti teve este ano. Foram 4.290 obras inscritas, o que significou um aumento de 25% em relação a 2021 – disse ele. Vitor Tavares também destacou a satisfação com o retorno da cerimônia em formato presencial por conta da pandemia de Covid. - Depois desta longa espera, retornamos em grande estilo, no Theatro Municipal de São Paulo, um ícone de cultura, arte e literatura. E justamente no ano em que se comemora os 100 anos da Semana de Arte Moderna.

A noite de festa e premiação teve Sueli Carneiro homenageada como Personalidade Literária de 2022. Um vídeo com vários depoimentos sobre a trajetória de Sueli foi exibido antes que ela subisse ao palco.

- Entre os muitos sonhos que tive na vida, nunca imaginei a possibilidade de ser homenageada por um prêmio como esse. Aqui estou essa noite realizando sonhos não ousados. Essa distinção de personalidade literária acolhe, generosa e solidariamente, não apenas meus escritos, mas sobretudo confere reconhecimento às lutas que empreendemos contra as vivências que pessoas negras experimentam nessa sociedade. Essa homenagem que recebo com orgulho e humildade significa para mim um momento de afirmação e reconhecimento da legitimidade desse lugar de fala e de escrita – agradeceu Sueli Carneiro.

As obras concorrentes foram avaliadas por jurados especialistas em diferentes áreas. Os nomes foram indicados por leitores e integrantes do mercado editorial, validados e complementados pelo Conselho Curador do Prêmio Jabuti, composto por Marcos Marcionilo, Bel Santos-Mayer, Camile Mendrot, Luiz Gonzaga Godoi Trigo e Rodrigo Casarin.

Marcos Marcionilo, curador desta edição do Jabuti, comentou a importância do evento: - Celebrar no Theatro Municipal de São Paulo a 64ª edição do Prêmio Jabuti é reestabelecer o face a face com as instâncias produtoras de arte e cultura em seu suporte escrito. As obras abrem espaço para aquilo que queiramos que venha a ser o Brasil. Longa, muito longa vida ao Prêmio Jabuti – disse Marcionilo. O curador também falou sobre a homenageada da noite: - Saúdo Sueli Carneiro. Em sua figura, a CBL amplia o universo de personalidades literárias futuras, passando a contemplar, além do eixo literatura, também o eixo de não-ficção.

Veja a lista completa dos premiados na 64ª edição do Prêmio Jabuti aqui.

Esta edição do Jabuti celebrou o centenário da Semana de Arte Moderna de São Paulo e teve o grafite urbano presente em toda sua identidade visual. O estilo de arte que expressa a manifestação artística, democrática e mais popular foi impresso através do conceito de diferentes artistas de várias partes do Brasil: Raiz Campos, do Amazonas (Norte); Ciro Schu, de São Paulo (Sudeste); Rafael Jonnier, de Cuiabá (Centro-Oeste), Marcelo Pax, do Rio Grande do Sul (Sul), e Tereza de Quinta e Robézio, representantes do Ceará (Nordeste).

A cerimônia, que foi transmitida ao vivo no canal do Youtube da CBL e, pela primeira vez, no TIKTOK do @premiojabuti, Clique aqui para assistir ou reassistir a cerimônia gravada.

A 36ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL) vai acontecer entre os dias 26 de novembro e 4 de dezembro. O Brasil estará no evento com uma delegação de dez empresas. A presença é promovida pela Embaixada do Brasil no México em conjunto com o Brazilian Publishers – projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A edição deste ano, novamente realizada durante nove dias a partir do último sábado de novembro, terá a presença dos autores brasileiros Nara Vidal, Giovana Madalosso e Raphael Montes, além da tradicional comitiva formada pelas editoras nacionais Girassol, Cedic International Inc., Callis, University of São Paulo Press - Edusp, Editora Rua do Sabão, Global Editora, Mil Caramiolas, Évora Editora, Editora Imeph e Ciranda Cultural.

“Participar da Feira de Guadalajara, considerada a maior feira literária entre as nações hispano-americanas, é sempre uma grande honra”, afirma Fernanda Dantas, gerente de relações internacionais da CBL. “Com a participação de autores brasileiros renomados e a presença de tantas editoras excelentes, temos certeza de que o estande que representará o Brasil este ano tem tudo para ser um sucesso e chamar atenção internacional”, conclui.

Outros destaques da participação brasileira da FIL 2022 incluem uma mesa com o autor Raphael Montes, que acontecerá no dia 1º de dezembro das 18h30 às 19h20 no estande brasileiro, e um evento de networking que reunirá empresários brasileiros e internacionais para se conhecerem e negociarem em clima descontraído de Happy Hour, além de um jantar oferecido pela Embaixada do Brasil no México aos participantes brasileiros.

Para Vitor Tavares, presidente da CBL, a Feira de Guadalajara promete ser um prato cheio para as editoras brasileiras participantes: "Temos confiança de que a participação brasileira em mais uma FIL resultará em excelentes oportunidades de novos negócios para as nossas empresas", afirma Vitor. “Estamos prontos para mais esta oportunidade de representar o mercado literário nacional em uma das maiores feiras literárias do mundo”, conclui.

A expectativa para a edição deste ano é que Feira gere cerca de USD 250 mil em novos negócios, entre vendas de livros físicos e direitos autorais, para as empresas brasileiras.

 

Confira abaixo a programação completa do Brasil no evento:

FIL Literatura

América Latina ao vivo

Terça-feira, 29 de novembro

19h00 às 20h20

Participantes: Paulina Flores, Laura Ortiz, Nara Vidal

Moderador: Daniel Centeno Maldonado

Organiza: FIL Guadalajara, com apoio de Idartes-Colômbia, Embaixada do Brasil no México e Ministério da Cultura, Artes e Patrimônio do Governo do Chile

*Haverá tradução português-espanhol

 

FIL Literatura 

Destino Brasil

Quarta-feira, 30 de novembro

18h30 às 19h20

Participantes: Giovana Madalosso, Nara Vidal

Moderador: Gustavo Raposo

Organiza: Embaixada do Brasil no México e FIL Guadalajara

*Haverá tradução português-espanhol

 

FIL Jovem

Ecos da FIL

Quinta-feira, 1 de dezembro

11h00 às 12h30

Participa: Nara Vidal

 

FIL Jovem

Ecos da FIL

Quinta-feira, 1 de dezembro

12h00 à 13h30

Participa: Giovana Madalosso

 

Apresentações de livros

Doramar ou a Odisseia / Sorte

Quinta-feira, 1 de dezembro

19h00 às 19h50

Autores: Itamar Vieira Junior, Nara Vidal

Apresentador: Ricardo Sanchez Riancho

Editora: Textofilia

 

FIL Literatura

América Latina ao vivo

Sexta-feira 02 de dezembro

18h00 às 18h50

Participantes: Catalina Murillo, Giovana Madalosso, Daniel Centeno Maldonado, Wingston González

Moderadora: Keila Vall

Organiza: FIL Guadalajara, com apoio da Embaixada do Brasil no México e Festival Centroamérica Cuenta

*Haverá tradução português-espanhol

 

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

A jornalista Adriana Couto, com mais de 20 anos de carreira e hoje à frente do programa Metrópolis, da TV Cultura, será a mestre de cerimônia da entrega do Prêmio Jabuti, na próxima quinta-feira, dia 24, no Theatro Municipal de São Paulo. O Prêmio Jabuti é o mais importante reconhecimento ao livro no Brasil. Este ano, o prêmio teve recorde de inscritos: 4.290 livros, 25% a mais do que no ano passado.

Ao longo de sua carreira, Adriana Couto atuou na reportagem da rádio CBN,  TV Globo e SescTV. Como âncora no Jornal do Canal Futura, aprofundou a cobertura de temas ligados à educação, sustentabilidade e diversidade. Atualmente, também é colunista da Rádio Nova Brasil FM.

A cerimônia presencial é só para convidados, mas será transmitida pelo canal no YouTube da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e, pela primeira vez, no TIKTOK do @premiojabuti

É possível receber notificações quando a transmissão da cerimônia começar, basta se inscrever no canal do Youtube da CBL e ativar o sino, ou então, se inscrever no "Event Live" no TikTok. Escolha sua opção de lembrete e não perca o ao vivo!

Clique aqui para assistir no Youtube da CBL.

Clique aqui para assistir no TikTok do Prêmio Jabuti.

Conhecido como um dos maiores eventos literários do mundo, a Feira Internacional do Livro de Frankfurt, realizada anualmente na cidade alemã, foi um prato cheio para as editoras brasileiras participantes da comitiva organizada pelo Brazilian Publishers — projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).  

Na edição deste ano, que aconteceu entre os dias 19 e 23 de outubro, o mercado editorial brasileiro compareceu em peso, representado por 21 editoras: Ciranda Cultural, Girassol, Telos, Cedic International, Mil Caramiolas, Editora Melhoramentos, Faro Editorial, Clube de Autores, University of São Paulo Press – Edusp, Callis, Biblioteca do Exército, Editora Rua do Sabão, Rota Imaginária, Todavia, Imeph, Editora Unesp, V&R Editora, Bienal de Quadrinhos de Curitiba, Global Editora, Ozé Editora e Todolivro. 

A delegação estabeleceu mais 170 novos contatos comerciais com representantes editoriais de outros países, além de USD 928 mil em novos negócios, somando tanto acordos já fechados para a venda de livros físicos e de direitos autorais quanto novos contratos a serem acertados nos próximos 12 meses. "Mais uma vez, conseguimos demonstrar toda a força do mercado editorial brasileiro, neste que é o principal evento do setor. Os números falam por si e tenho certeza de que muitos frutos serão colhidos como resultado dos contatos estabelecidos", afirma o presidente da CBL, Vitor Tavares. 

O estande brasileiro na Feira, que este ano teve o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) por meio do Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt, foi um sucesso. Apoiada pelo programa Creative SP - fruto de parceria entre a InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade) e as secretarias estaduais de Cultura e Economia Criativa e Relações Internacionais –, uma sessão de matchmaking teve a participação de 22 empresas de 18 países, entre eles Egito, África do Sul, Nigéria, Colômbia, Argentina, México, Espanha, Chile, Cuba, Irã, Singapura e Líbano. Outro destaque do espaço foi o evento Caipirinha meets Oktoberfest - também apoiada pela Invest SP, em parceria com a MVB -, que contou com a participação de 500 pessoas ao longo de duas horas para se conhecerem e negociarem em clima de Happy Hour. 

“As empresas levadas pelo Creative SP puderam fazer contato com mais de 300 possíveis investidores e parceiros, de pelo menos 30 países", diz o presidente da InvestSP, Antonio Imbassahy. "Além disso, foram promovidas várias ações para mostrar ao mundo a diversidade e a riqueza cultural do estado, que são únicas, o que certamente abrirá portas para as editoras paulistas no exterior e terá impacto direto, nos próximos meses, na geração de negócios e empregos no setor", conclui.

Paulo Viana, cônsul-adjunto, também comemora o sucesso da participação brasileira em Frankfurt: "Foi uma grande satisfação para o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt ter podido contribuir para a realização do estande brasileiro na Feira do Livro, mediante apoio do Instituto Guimarães Rosa (IGR), do Ministério das Relações Exteriores do Brasil - particularmente após os últimos anos, nos quais eventos dessa natureza foram majoritariamente virtuais. Alegra-nos que a edição de 2022 da Feira tenha proporcionado boas oportunidades de negócios aos expositores do Brasil – contribuindo, portanto, para a nossa economia e para a promoção da literatura nacional."

Nesta, que foi a primeira edição presencial após duas edições virtuais causadas pela pandemia, participam também importantes nomes do mercado editorial e membros da Câmara Brasileira do Livro (CBL), como Vitor Tavares, presidente; Karine Pansa, vice-presidente da International Publishers Association e diretora da instituição; Diego Drumond, vice-presidente administrativo e financeiro; Luciano Monteiro, vice-presidente de comunicação; Fernanda Garcia, diretora executiva; Sevani Matos, diretora, e Fernanda Dantas, gerente de relações internacionais.

“Não poderíamos ter esperado um resultado melhor nesse retorno presencial à maior feira de livros do mundo”, afirma Fernanda Dantas. “Poder contar com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt e do Creative SP, da Invest SP, foi fundamental para que pudéssemos realizar ações tão incríveis e que, sem dúvidas, ajudaram a atrair a atenção das editoras internacionais para o Brasil”, conclui.

 

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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