Espaço Prêmio Jabuti reúne grandes autores e pensadores na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

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Espaço Prêmio Jabuti contará com uma rica programação envolvendo autores convidados como Marcelo Tas, Leandro Karnal, Pedro Pacífico, Eugênio Bucci, Márcia Tiburi e Pedro Bandeira, além de sessões de autógrafos

Durante os dez dias da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Espaço Prêmio Jabuti será um ponto de encontro entre livros, autores, leitores e algumas das questões que mobilizam a sociedade contemporânea. Com curadoria de Hubert Alquéres e Nina Ranieri, o espaço reunirá escritores, jornalistas, educadores, pesquisadores, artistas e profissionais do livro em uma programação aberta ao público.

O evento ocorre entre os dias 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, na capital paulista. O “Espaço Prêmio Jabuti”, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), e coordenado pelos curadores do Jabuti, Hubert Alquéres, e do Jabuti Acadêmico, Nina Ranieri, contará com uma rica programação de mesas envolvendo escritores, jornalistas, educadores, pesquisadores, artistas e profissionais do livro que integram a comunidade formada ao longo da história do Prêmio Jabuti e do Jabuti Acadêmico.

O público contará com bate-papo e sessão de autógrafos dos autores participantes, que acontecerão nos seguintes horários: 11h, 14h, 15h30, 17h, 15h, 19h30, no estande H-30. Veja a programação completa no final do texto, de acordo com as datas do evento.

Os visitantes poderão comprar livros dos autores participantes no próprio espaço, por meio de uma livraria parceira. Também terão a oportunidade de conhecer e interagir com a famosa estatueta do Jabuti, que estará disponível para fotos.

Para Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro, a participação das premiações na Bienal reforça o compromisso da entidade com a valorização da leitura e da ciência. “O Jabuti sempre foi um prêmio de reconhecimento da excelência do livro brasileiro. Na Bienal, queremos ampliar esse encontro, aproximando leitores de escritores, pesquisadores e criadores que ajudam a pensar o Brasil e o nosso tempo.” afirma.

Confira abaixo a programação das mesas e os autores participantes:

Dia 04 
14h - O futuro das bibliotecas 

Em um mundo de acesso instantâneo à informação, qual é o lugar das bibliotecas? Muito além de guardar livros, elas se reinventam como espaços de leitura, cultura, conhecimento, convivência e formação de comunidades. A conversa será sobre os desafios de preservar acervos e memória sem perder de vista novos públicos, linguagens e formas de acesso. Um encontro para pensar como uma instituição centenária pode continuar indispensável no século XXI.
Luiza Helena Thesin
Mary Zaidan

15h30 - Redes sociais, informação e democracia 

Nunca tivemos acesso a tanta informação, e nunca foi tão difícil saber em que confiar. As redes sociais ampliaram vozes e possibilidades de participação, mas também aceleraram a circulação de desinformação, radicalização e discursos que desafiam a convivência democrática. Emerson Bento Pereira e Marcelo Tas conversam sobre como as plataformas digitais estão transformando nossa relação com a informação, o debate público e a própria democracia. Um encontro para pensar como exercer a cidadania em um mundo no qual todos podem produzir, compartilhar e disputar narrativas em tempo real.
Emerson Bento Pereira
Marcelo Tas

17h - Por que estamos tão ansiosos? 

A ansiedade parece ter se tornado uma das marcas do nosso tempo. Pressa, excesso de estímulos, redes sociais, cobrança por desempenho e a sensação permanente de que é preciso estar fazendo, ou sendo, alguma coisa. A conversa vai girar sobre as origens desse mal-estar contemporâneo, seus reflexos nas relações, no trabalho, nas escolas e na vida cotidiana e sobre como compreender melhor uma sociedade que parece ter desaprendido a esperar. Um encontro para pensar por que estamos tão ansiosos e o que essa ansiedade diz sobre o mundo em que vivemos.
Christian Dunker
Estela Zanini

19h30 - Como formar leitores no século XXI 

Como despertar o desejo de ler em um mundo disputado por telas, vídeos curtos e estímulos permanentes? Uma conversa sobre os novos caminhos para a formação de leitores, o papel da escola, das bibliotecas, das famílias e dos mediadores de leitura e a importância de fazer com que diferentes públicos se reconheçam nos livros. Um encontro sobre como transformar o acesso à leitura em pertencimento, descoberta e prazer — e formar leitores para um mundo que mudou profundamente.
Bel Santos Mayer
Catita

Dia 05 
11h - Por que ainda precisamos dos livros? 

Em um mundo de respostas instantâneas, vídeos curtos e inteligência artificial, por que ainda dedicar tempo a um livro? Leandro Karnal e Uriã Fancelli conversam sobre o lugar da leitura em uma sociedade marcada pela velocidade, pela fragmentação da atenção e pelo excesso de informação. O que os livros ainda nos oferecem que outras formas de comunicação não conseguem substituir? Um encontro para pensar o valor da leitura como exercício de concentração, imaginação e reflexão — e porque, mesmo cercados de novas tecnologias, continuamos precisando dos livros.
Leandro Karnal
Uriã Fancelli

15h - Como os livros ajudam a compreender o Brasil 

Poucos países são tão diversos, contraditórios e difíceis de decifrar quanto o Brasil. A historiadora Mary del Priore parte dos livros e da história para revisitar personagens, costumes e transformações que ajudam a explicar quem somos. Uma conversa sobre como a literatura e a pesquisa histórica iluminam o passado, revelam permanências no presente e oferecem novas maneiras de compreender o país, inclusive aquilo que o Brasil ainda não conseguiu resolver.
Mary del Priore

17h30 – Como criar leitores nas redes 

As redes sociais disputam nossa atenção a cada segundo, mas também se tornaram um poderoso espaço de descoberta de livros e formação de novos leitores. Pedro Pacífico conversa sobre como falar de literatura no ambiente digital, criar comunidades em torno da leitura e aproximar os livros de públicos que muitas vezes não chegam a eles pelos caminhos tradicionais. Um encontro para pensar como transformar seguidores em leitores - e fazer das redes uma porta de entrada para o universo dos livros.
Pedro Pacífico

19h30 – Escrever depois do primeiro livro 

Publicar o primeiro livro é uma conquista. Mas o que acontece depois? Como encontrar uma voz própria, lidar com expectativas e transformar uma estreia em trajetória? Marcelo Henrique Silva e Fernando Piccinini conversam sobre os desafios que surgem depois da primeira publicação e sobre o caminho entre o desejo de escrever e a construção de uma vida literária.
Marcelo Henrique Silva
Fernando Piccinini

Dia 06 
11h – Inteligência artificial na educação: quem decide os limites? 

A inteligência artificial já está mudando a maneira de ensinar, aprender e produzir conhecimento. Mas, à medida que essas ferramentas entram nas escolas, surgem questões que vão muito além da tecnologia: o que podemos delegar às máquinas? Como preservar autoria, autonomia, responsabilidade e pensamento crítico? Nilson José Machado e Francisco Carbonari conversam sobre as oportunidades e os dilemas éticos trazidos pela inteligência artificial para a educação. Um encontro para pensar como incorporar novas tecnologias sem perder de vista aquilo que deve permanecer essencialmente humano no ato de educar.
Nilson José Machado
Francisco José Carbonari

15h30 – É possível mudar uma vida em poucas páginas? 

O que faz um texto permanecer conosco depois da última página? Um poema, um conto ou mesmo algumas poucas linhas podem alterar nossa maneira de enxergar o mundo, despertar sentimentos e iluminar experiências que ainda não sabíamos nomear. Eucanaã Ferraz fala sobre o poder da literatura e da palavra escrita para tocar, provocar e transformar. Um encontro sobre aqueles livros, às vezes breves, que deixam marcas para uma vida inteira.
Eucanaã Ferraz

19h30 – Como contar histórias que não podem ser esquecidas? 

Há histórias difíceis de contar, mas que uma sociedade não pode se permitir esquecer. Como transformar investigação, documentos e testemunhos de sofrimento em uma narrativa que preserve a verdade dos fatos e, ao mesmo tempo, respeite aqueles que os viveram? Daniela Arbex conversa sobre os bastidores de seu trabalho como jornalista e escritora e sobre os desafios éticos e humanos de reconstruir histórias reais. Um encontro sobre memória, escuta e o poder da palavra para impedir que vidas e acontecimentos desapareçam no esquecimento.
Daniela Arbex

Dia 07 
11h – O que faz um bom projeto gráfico? 

Um bom livro também se lê com os olhos antes mesmo de se chegar às palavras. Capa, tipografia, imagens, papel e organização das páginas ajudam a construir a identidade de uma obra e influenciam a experiência do leitor. Carlos Magno e Silas Martí conversam sobre o que distingue um projeto gráfico capaz de unir forma e conteúdo sem transformar o design em mero ornamento. Um encontro para pensar o livro também como objeto visual — e entender como boas escolhas gráficas podem ampliar a força de uma obra.
Carlos Magno Bomfim

15h – Traduzir é reescrever 

Traduzir é transportar palavras de uma língua para outra ou recriar uma obra em um novo idioma? Cada tradução envolve escolhas de ritmo, sentido, estilo e até de silêncio. Aurora Fornoni Bernardini fala sobre esse delicado trabalho de preservar a voz de um autor e, ao mesmo tempo, fazê-la nascer novamente em outra língua. Um encontro sobre tradução como leitura, interpretação e criação.
Aurora Fornoni Bernardini
Hubert Alquéres

17h – Como “nascem” os livros? De onde eles surgem, e quem decide publicá-los? 

Os editores Pedro Almeida e Mariana Rolier abrem os bastidores do mercado editorial para compartilhar negociações improváveis, apostas que surpreenderam, encontros em feiras internacionais e títulos que conquistaram o coração dos leitores brasileiros. Entre causos, acertos, erros e boas lembranças de bastidor, uma conversa sobre como chegam às livrarias (e, às vezes, porque nunca chegam) os livros que todo mundo quer ler.
Mariana Rolier
Pedro Almeida

19h30 – Como formar professores para a escola de hoje? 

A escola mudou, os estudantes mudaram e as demandas sobre os professores se tornaram cada vez mais complexas. Como preparar educadores para ensinar em uma sociedade marcada pela diversidade, pluralidade e por novas formas de aprender e conviver? Silvia Lima e Adilson José Moreira conversam sobre formação docente, prática profissional e os conhecimentos necessários para enfrentar os desafios da escola contemporânea. Uma conversa sobre como aproximar universidade e escola e fazer da formação de professores um processo permanente, conectado à realidade das salas de aula e às transformações da sociedade.
Adilson José Moreira
Silvia Lima

Dia 08 
11h – Dá para entender o mundo pelo humor? 

Uma boa tira pode fazer rir, incomodar e provocar reflexão em poucos quadrinhos. Carlos Ruas e Orlandeli conversam sobre como humor, desenho e narrativa se combinam para observar o cotidiano e comentar as contradições do nosso tempo. Em uma época de redes sociais, polarização e mudanças na maneira como consumimos informação, qual é o espaço do humor gráfico? Um encontro sobre criatividade, liberdade e a capacidade do riso de nos fazer enxergar a realidade por outros ângulos.
Carlos Ruas
Orlandeli

14h – Literatura depois da internet 

A internet mudou a maneira como lemos, escrevemos e nos relacionamos com os livros. Mas mudou também a própria literatura? Julián Fuks conversa sobre o impacto das redes, das novas tecnologias e da aceleração do cotidiano sobre a criação literária. Um encontro para pensar o que permanece e o que se transforma na experiência de escrever e ler em um mundo permanentemente conectado.
Julián Fuks

17h – A literatura pode ajudar a crescer? 

Há livros que acompanham a infância e a juventude muito depois de terminada a leitura. Eles ajudam a nomear sentimentos, conhecer outras realidades, enfrentar medos e descobrir possibilidades. André Kondo e Gisele Corrêa Ferreira conversam sobre o papel da literatura na formação de crianças e jovens e sobre como boas histórias podem contribuir para compreender a si mesmo, o outro e o mundo. Afinal, é possível crescer também através dos livros?
André Kondo
Gisele Corrêa Ferreira

19h30 – O jornalismo mudou. E agora? 

Redes sociais, inteligência artificial, desinformação e novos hábitos de consumo transformaram profundamente a circulação das notícias. Nesse cenário, o que permanece essencial ao jornalismo? Eugênio Bucci e Juliana Dal Piva conversam sobre credibilidade, investigação, independência e os desafios de informar em uma sociedade marcada pela velocidade e pela disputa de narrativas. Um encontro sobre o que mudou no jornalismo — e sobre aquilo que ele não pode perder.
Eugênio Bucci
Juliana Dal Piva

Dia 09 
11h – Por que ler poesia hoje? 

Em um tempo de pressa, excesso de informação e atenção fragmentada, que lugar ainda existe para a poesia? Carlos Vogt e Liniane Haag Brum conversam sobre a capacidade do poema de interromper o ritmo cotidiano, reinventar a linguagem e revelar sentidos onde muitas vezes não os percebemos. Uma conversa sobre leitura, criação e a força de poucas palavras para dizer aquilo que nem sempre conseguimos expressar — e sobre porque a poesia continua necessária para compreender a nós mesmos e o mundo.
Carlos Vogt
Liniane Haag Brum

14h – Quando o livro também é design 

Um livro começa antes mesmo da primeira palavra. Capa, tipografia, papel, imagens e projeto gráfico também constroem sentidos e interferem na experiência de leitura. Mariana Lorenzi e Kiko Farkas conversam sobre o encontro entre conteúdo e forma e sobre o livro como objeto de criação. Um diálogo sobre como o design pode transformar a maneira como vemos, tocamos e lemos um livro.
Mariana Lorenzi
Kiko Farkas

17h – Educação, democracia e futuro 

Que educação precisamos para construir o futuro? Em uma sociedade marcada por mudanças rápidas, novas tecnologias e profundas desigualdades, a escola continua sendo um dos principais espaços de formação para a vida em comum. Uma conversa sobre o papel da educação na formação de cidadãos, na construção da democracia e na preparação das novas gerações para um mundo em transformação. Um encontro para pensar a escola que temos, a escola de que precisamos e o futuro que queremos construir.
Guiomar de Melo
Hubert Alquéres

19h30 – Como nasce uma reportagem 

Antes de chegar ao leitor, uma grande reportagem passa por perguntas, fontes, documentos, apuração, dúvidas e escolhas. Igor Gielow revela os bastidores desse processo e discute o que distingue uma boa reportagem em tempos de informação instantânea. Um encontro sobre investigação, rigor e a tarefa de transformar fatos em uma narrativa capaz de ajudar a compreender a realidade.
Igor Gielow
Hubert Alquéres

Dia 10 
11h – O que a escola precisa ensinar hoje? 

O mundo mudou, e com ele mudaram as competências necessárias para compreender a realidade, conviver e fazer escolhas. Mas o que isso significa para a escola? Leonardo Bento discute o que os estudantes precisam aprender hoje e como conciliar conhecimento, formação humana e os novos desafios da educação. Uma conversa sobre o que deve mudar na escola — e aquilo que ela não pode deixar de ensinar.
Leonardo Bento
Hubert Alquéres

14h – Por que alguns livros viralizam? 

Por que certos livros, às vezes anos depois de publicados, de repente conquistam milhares de novos leitores? Redes sociais, clubes de leitura e comunidades digitais estão mudando a maneira como descobrimos, recomendamos e compramos livros. Taty Leite e Carla Sacrato conversam sobre esse novo boca a boca digital e sobre o que faz uma obra atravessar as telas e se transformar em fenômeno de leitura.
Taty Leite
Carla Sacrato

19h30 – Como nasce um escritor? 

Um escritor nasce do talento, da leitura, da disciplina ou da necessidade de contar histórias? Aline Bei conversa com Pedro Almeida sobre os caminhos da criação literária, a construção de uma voz própria e o trabalho que existe por trás de um livro. Uma conversa sobre inspiração e ofício — e sobre o momento em que escrever deixa de ser apenas um desejo e passa a ocupar um lugar central na vida.
Aline Bei
Pedro Almeida

Dia 11 
11h – O que acontece com a arte quando tudo vira imagem? 

Nunca produzimos, compartilhamos e consumimos tantas imagens. O que essa abundância muda na maneira de criar, olhar e compreender a arte? Martin Grossmann e Clayton Policarpo conversam sobre cultura visual, novas linguagens e as transformações trazidas pelas tecnologias digitais para a produção e a circulação artística. Do livro às telas, uma conversa sobre o que acontece com a experiência estética quando as fronteiras entre imagem, arte, comunicação e tecnologia se tornam cada vez mais abertas.
Martin Grossmann
Clayton Policarpo

14h – De onde vem a voz de um poeta? 

O que faz com que reconheçamos a voz de um poeta em meio a tantas outras? Ela nasce da experiência, das leituras, do domínio da linguagem ou de uma maneira particular de olhar o mundo? Paulo Franchetti conversa sobre criação, tradição e o trabalho muitas vezes invisível por trás de um poema. Um encontro para pensar como se constrói uma voz poética — e como poucas palavras, quando encontram sua forma, podem ganhar sentidos que atravessam o tempo.

Paulo Franchetti

17h – Como uma ideia encontra seu público? 

Em um mundo saturado de mensagens, não basta ter uma boa ideia: é preciso fazê-la chegar às pessoas. Lu Fernandes, com uma trajetória que atravessa jornalismo, comunicação, edição e grandes eventos literários, e George Benson Acohamo, ligado à publicidade, ao design e à construção de marcas, conversam sobre os caminhos entre conteúdo e público. O que faz uma mensagem despertar atenção, criar vínculo e permanecer? Uma conversa sobre comunicação, repertório e as diferentes maneiras de transformar ideias em experiências capazes de encontrar seu público.
Lu Fernandes
George Benson Acohamo

Dia 12 
11h – O que a vida pode contar sobre o Brasil? 

A história de uma vida pode iluminar a história de um país. Ao reconstruir trajetórias individuais, a biografia revela escolhas, conflitos, relações e transformações que ajudam a compreender uma época. Mario Sabino e Andrea Matarazzo — que acaba de lançar uma biografia de Francesco Matarazzo — conversam sobre memória, pesquisa e os desafios de transformar uma existência real em narrativa. Uma conversa sobre o que personagens singulares podem revelar sobre imigração, empreendedorismo, poder, cultura e as mudanças do próprio Brasil.
Mario Sabino
Andrea Matarazzo
Hubert Alquéres

14h – Literatura infantil: por que ela importa para toda a sociedade? 

Literatura infantil é assunto apenas de criança? Os livros que encontramos nos primeiros anos ajudam a formar leitores, repertórios, sensibilidades e maneiras de compreender o mundo. Ana Teresa Gavião e Ilan Brenman conversam sobre a importância da literatura infantil para a formação das novas gerações e sobre porque a qualidade dos livros oferecidos às crianças deveria interessar a toda a sociedade.
Ana Teresa Gavião
Ilan Brenman

17h – Quem decide quais vozes merecem ser ouvidas? 

Quem ganha espaço nos livros, nas revistas e no debate cultural — e quem permanece à margem? Daysi Bregantini e Marcia Tiburi, com uma longa interlocução construída também nas páginas da revista CULT, conversam sobre literatura, filosofia, edição e as disputas em torno da representação e da liberdade de expressão. Em uma sociedade atravessada por conflitos de identidade, poder e pertencimento, escolher o que publicar, ler e discutir também produz visibilidade. Uma conversa sobre quem participa da construção do repertório cultural de uma época — e quem decide quais vozes merecem ser ouvidas.
Marcia Tiburi
Daysi Bregantini

19h30 – Quadrinhos e literatura 

Onde termina a literatura e começam os quadrinhos? Palavras e imagens se combinam para criar narrativas capazes de contar histórias, construir personagens e interpretar o mundo com recursos próprios. Mauricio Pestana e Alcimar Frazão conversam sobre as relações entre desenho, texto e narrativa e sobre o espaço conquistado pelos quadrinhos na cultura e no universo dos livros. Um encontro para pensar a força de uma linguagem em que ler e olhar fazem parte da mesma experiência.
Alcimar Frazão
Mauricio Pestana

Dia 13 
11h – Escrever para crianças e jovens depois dos 50 

O que muda quando um escritor atravessa gerações de leitores? Pedro Bandeira conversa sobre o desafio de continuar escrevendo para crianças e jovens depois de décadas de carreira, acompanhando as transformações da linguagem, dos costumes e das próprias formas de ler. Como falar com os jovens de hoje sem tentar imitá-los — e sem perder aquilo que torna uma história capaz de atravessar o tempo? Um encontro sobre literatura, experiência e a permanente necessidade de compreender quem está do outro lado da página.
Pedro Bandeira

14h - O Brasil que queremos contar 

Quem conta o Brasil — e quais histórias ainda precisam ser contadas? Um país tão diverso não cabe em uma única narrativa. Amara Moira e Antonio Prata conversam sobre literatura, identidade, memória e as múltiplas experiências que formam o Brasil contemporâneo. Um encontro sobre as vozes que conquistaram espaço, aquelas que ainda precisam ser ouvidas e o papel da literatura na construção das histórias que contamos sobre nós mesmos.
Amara Moira
Antonio Prata

17h - Arte para além dos museus 

A arte precisa estar dentro de um museu para ser reconhecida como arte? Ruas, edifícios e espaços de circulação cotidiana também podem se transformar em lugares de criação e encontro com o público. Alex Flemming conversa sobre os caminhos da arte para além das instituições tradicionais e sobre como uma obra ganha novos sentidos quando passa a fazer parte da vida da cidade. Um encontro para pensar onde a arte pode estar — e como ela pode mudar nossa maneira de olhar os espaços que habitamos.
Alex Flemming

A participação é aberta ao público do evento, sem necessidade de retirada de senhas. No entanto, serão reservados 25 lugares para cada evento. O acesso será feito por ordem de chegada e está sujeito à lotação do espaço.

 O evento reunirá editores brasileiros e compradores internacionais para
impulsionar a exportação da literatura nacional

 

A Jornada Profissional promovida pelo Brazilian Publishers — projeto de internacionalização do conteúdo editorial brasileiro realizado em parceria pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Instituto Guimarães Rosa (IGR) — chega à sua sétima edição consolidada como o maior hub de negócios literários do país.

O encontro acontecerá nos dias 02 e 03 de setembro de 2026, das 09h às 18h, integrado à programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O objetivo estratégico para este ano é superar a marca de US$ 945 mil em novos negócios, expandindo a presença da literatura e dos direitos autorais brasileiros no mercado global.

Empresas participantes

A iniciativa conta com a participação de empresas brasileiras como Abacatte Editorial, Aboio, Abroad Books, Aleph, Aletria, Anjo, Bamboozinho, Bem se Quer, Biruta, Boitempo, Callis, CLB Produções, Companhia das Letras, Dublinense, Editora da UNICAMP, Editora do Brasil, Escreva, Eureka, Faz História, FTD Educação, Girassol Brasil, Global, Ideias Brilhantes, IMEPH, IndieLetter, Ler Editorial, Letras do Pensamento, Lisboa, Lume Livros, Mais Ativos, Melhoramentos, Mil Caramiolas, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Panda Books, Pingo de Luz, Rua do Sabão, Ruas, Solisluna, SPVI Books, San Pablo, SENAC SP, Stoonp Creations, Supersônica, Telos, The Ruth Rocha Project, Verbo Divino e VR Editora.

Essas editoras terão a oportunidade de negociar diretamente com representantes de organizações e editoras internacionais, entre elas: Akal (Espanha), Alpha Editorial (Colômbia), Anaya (Espanha), Animalibres (Espanha), Armaenia Editorial (Espanha), Bata Press (Macedônia do Norte), Del Fondo Editorial (Argentina), Edebe (Espanha), Espiral Conica (Peru), FANDE (Espanha), Fundalectura (Colômbia), Gramedia International (Indonésia), Iberoamericana (Espanha), La Gran Nilson (Argentina), Logha Publishing (Egito), London Book Fair (Reino Unido), Morata (Espanha), Nahui (México), Perelló (Espanha), Reggio Children (Itália), Rey Naranjo (Colômbia), Russian Book Union (Rússia), San Pablo (Espanha), Sharjah Book Authority (Emirados Árabes Unidos), Sweet Cherry (Reino Unido), Unión Editorial (Espanha) e Vakxikon Publications (Grécia).

Dinâmica do evento e foco estratégico

A 7ª Jornada Profissional foi desenhada para otimizar o tempo dos participantes e gerar conexões de alto impacto entre editores nacionais e compradores internacionais. A programação dos dois dias de evento será dividida em dois momentos complementares.

O período da manhã será dedicado à capacitação e ao debate, com a realização de palestras e seminários focados em tendências de mercado, coedições e inteligência comercial internacional.

Durante o período da tarde, o foco será em negócios, com rodadas individuais de matchmaking com duração de 30 minutos. Nessas sessões, os profissionais brasileiros negociam diretamente a venda de livros físicos e a cessão de direitos autorais com players estratégicos do mundo todo.

Evento integra a programação pré-Bienal Internacional do Livro de São Paulo e discutirá marco legal das compras públicas de livros e o impacto social da aquisição de livros pelo poder público.
 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realiza, no dia 3 de setembro de 2026 (quinta-feira), o seminário "O Livro como Política Pública: Compras, Editais e Impacto Social", voltado ao debate sobre compras públicas de livros, editais e estratégias para ampliar o acesso à leitura nos municípios brasileiros. O encontro será presencial, destinado a convidados, das 9h às 17h, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reunirá gestores públicos, especialistas, representantes do mercado editorial e instituições ligadas à educação, à cultura e ao setor público. 

A programação contará com painéis sobre o futuro das políticas públicas do livro no Brasil, políticas de leitura e bibliotecas, execução e seus desafios nos programas de livro, o marco legal das aquisições públicas de livros, experiências de prefeituras e o papel das entidades representativas nesses programas. 

Participam dos debates nomes como Fabiano Piúba, diretor de Livro, Leitura e Bibliotecas, e Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura (MinC); Fernanda Pacobahyba, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); Ângelo Xavier, presidente da Abrelivros; Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime, Anita Gea Martinez Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC, entre outros convidados detalhados na programação completa. 

Para a presidente da CBL, Sevani Matos, discutir o aprimoramento das compras públicas de livros é uma forma de fortalecer políticas públicas que geram impacto direto na educação e na cultura. " As compras públicas de livros desempenham papel fundamental na formação de leitores, no fortalecimento das bibliotecas públicas e escolares e na ampliação do acesso da população à leitura. Com este seminário, queremos contribuir para que estados e municípios tenham mais segurança e eficiência na aquisição de obras, fortalecendo tanto as políticas voltadas ao livro quanto o mercado editorial brasileiro”, afirma. 

Guia prático para gestores 

Todos os participantes receberão o material "10 passos para aquisição de livros de maneira prática", elaborado pela Comissão de Vendas ao Governo da CBL como um guia de apoio para gestores públicos envolvidos em processos de compras de livros. O documento reúne orientações sobre planejamento, elaboração de editais, critérios técnicos, contratação, transparência e boas práticas administrativas, oferecendo um roteiro objetivo para tornar os processos de aquisição mais eficientes, seguros e alinhados à legislação vigente. 

O evento conta com o patrocínio Master da FTD Educação, da Editora Inter Saberes, da Editora Moderna, e da Multimidia Educacional. 

Também são patrocinadores a Bookwire Brasil, a Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), a Gráfica Viena, e o Senac. O seminário conta ainda com o apoio da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP) e do Instituto Positivo. 

O debate internacional sobre literatura infantil mostra que formar leitores também é prepará-los para conviver com a diferença.

Por Hubert Alquéres e Karine Pansa

Poucos anos após o término da Segunda Guerra Mundial, Jella Lepman mobilizou um grupo de pessoas ligadas à literatura infantil em torno de uma ideia: os livros poderiam aproximar povos separados pelo conflito e contribuir para a construção da paz. Dessa iniciativa nasceu, em 1953, o International Board on Books for Young People (IBBY).

A ideia de Lepman era simples e poderosa: crianças que conhecem as histórias umas das outras crescem mais preparadas para compreender culturas diferentes da sua. Mais de sete décadas depois, essa missão permanece atual, embora tenha adquirido novas dimensões.

A intuição continha uma dimensão política que permanece igualmente atual. Sociedades democráticas não dependem apenas da liberdade de falar, mas também da disposição para ouvir. A literatura, especialmente aquela oferecida às novas gerações, constitui um dos primeiros espaços em que se aprende a conviver com experiências, valores e visões de mundo diferentes.

O tema escolhido para o 40º Congresso do IBBY, realizado em Ottawa, “escutar as vozes uns dos outros”, oferece uma chave interessante para compreender essa transformação. Mais do que um lema institucional, ele sintetiza uma mudança de paradigma. O debate internacional parece deslocar-se da tradicional pergunta: que livros devemos oferecer às crianças? para outra, mais abrangente: quais vozes conseguem chegar até elas?

A programação do congresso tornou essa evolução particularmente evidente. Povos indígenas, crianças refugiadas, bibliotecas em regiões de conflito, jovens leitores e bibliodiversidade apareceram de forma recorrente nas conferências e mesas de debate. À primeira vista, temas bastante distintos. Observados em conjunto, porém, revelam uma preocupação comum: assegurar que toda criança possa encontrar, na literatura, tanto um espaço de reconhecimento quanto uma oportunidade de conhecer realidades diferentes da sua.

Essa perspectiva amplia significativamente a compreensão do papel da literatura infantil. Durante muito tempo, ela foi vista sobretudo como instrumento de alfabetização, transmissão de conhecimento, formação moral ou incentivo à leitura. Essas funções permanecem essenciais. O que se acrescenta agora é outra dimensão: a literatura como espaço de construção da alteridade.

Alteridade, nesse contexto, significa reconhecer o outro como alguém cuja experiência também merece ser conhecida. A criança procura nos livros personagens com os quais possa se identificar, mas também necessita encontrar personagens que lhe apresentem modos distintos de viver, pensar e sentir. A boa literatura infantil realiza essas duas tarefas simultaneamente. Oferece espelhos, nos quais o leitor se reconhece, e janelas, pelas quais descobre o mundo.

Essa preocupação apareceu com particular força nas discussões dedicadas à chamada literatura Young Adult (YA), voltada ao público jovem.

A adolescência deixou de ser tratada apenas como uma etapa de transição entre a infância e a vida adulta para constituir um universo literário próprio, marcado por questões de identidade, pertencimento, diversidade e relações sociais. Não se trata apenas de ampliar uma faixa do mercado editorial, mas de reconhecer que diferentes momentos da formação exigem narrativas capazes de dialogar com experiências igualmente distintas.

Tradução, ilustração e bibliodiversidade completam esse quadro. No universo da literatura infantil, o ilustrador também narra e o tradutor constrói pontes entre culturas. Bibliodiversidade, por sua vez, não significa apenas multiplicar o número de títulos disponíveis, mas assegurar a circulação de diferentes idiomas, culturas, tradições narrativas e formas de representar a infância. Em sociedades cada vez mais plurais, ampliar o repertório literário significa também ampliar as possibilidades de compreensão do outro.

Essa reflexão dialoga de maneira particular com a realidade brasileira. O país construiu, ao longo das últimas décadas, uma das mais sólidas tradições de literatura infantil e juvenil, com autoras como Lygia Bojunga, Ana Maria Machado e Ruth Rocha, entre tantos outros escritores, ilustradores e tradutores. Uma literatura que ganhou força justamente quando deixou de tratar a infância apenas como território de histórias edificantes e passou a incorporar conflitos, desejos, medos, diferenças e ambiguidades próprios da experiência humana.

O contraste com alguns episódios recentes no Brasil é inevitável. Obras vêm sendo questionadas ou retiradas de escolas e bibliotecas não por sua qualidade literária, mas pelo desconforto provocado por determinados temas, personagens ou visões de mundo. É legítimo discutir adequação etária, critérios pedagógicos e mediação da leitura. Outra coisa é pretender proteger crianças eliminando de seu horizonte aquilo que contraria as convicções dos adultos.

Nesse ponto, Ottawa oferece uma inversão reveladora. Enquanto no Brasil, em alguns casos, se discute quais vozes devem deixar de ser ouvidas, o debate internacional procura identificar quais vozes ainda não estão sendo escutadas. São movimentos em direções opostas. Um reduz o repertório; o outro procura ampliá-lo.

A diferença não é apenas literária ou pedagógica. É também política. Uma sociedade democrática não se constrói oferecendo às novas gerações apenas ideias com as quais seus pais, professores ou governantes concordam. Forma-se para a democracia quando se desenvolve a capacidade de entrar em contato com perspectivas diferentes, examiná-las criticamente e conviver com a divergência. O oposto do cancelamento não é a concordância. É a convivência.

Isso não significa transformar qualquer livro em obra adequada para qualquer idade nem retirar das famílias e dos educadores a responsabilidade sobre a formação das crianças. Significa reconhecer a diferença entre mediação e interdição. A primeira contextualiza, acompanha, educa e promove o diálogo; a segunda simplesmente elimina a possibilidade de encontro com aquilo que incomoda.

A literatura infantil assume, assim, uma responsabilidade que ultrapassa a formação de leitores. Ela participa da formação de cidadãos capazes de viver em sociedades culturalmente complexas, nas quais diferenças não são acidentes a serem corrigidos, mas parte constitutiva da vida em comum.

“Escutar as vozes uns dos outros” recupera, mais de setenta anos depois, a intuição de Jella Lepman. Livros não eliminam conflitos nem fazem desaparecer divergências. Podem, entretanto, ensinar algo indispensável às sociedades democráticas: o outro não precisa pensar como nós para ter o direito de contar sua história. Antes de aprender a conviver com a diferença, é preciso reconhecer sua existência. E estar disposto a ouvi-la.

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Hubert Alquéres é vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e curador do Prêmio Jabuti. Karine Pansa é diretora da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Participaram do 40º Congresso do International Board on Books for Young People (IBBY), realizado em Ottawa, Canadá, entre 6 e 9 de agosto de 2026.

Cerimônia de premiação que revelou os vencedores de cada categoria aconteceu no
Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou na noite de 11 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a cerimônia de premiação da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. Criada em 2024, a premiação prestigia obras acadêmicas, científicas, técnicas e amplia a visibilidade de autores e editoras que atuam nesses segmentos. Confira aqui a lista completa dos premiados.

Os autores vencedores foram laureados com a estatueta do Jabuti Acadêmico, além de um prêmio de R$ 5 mil; as editoras das obras premiadas também recebem a estatueta. Essa edição contou com 27 categorias divididas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

“É motivo de muita comemoração reconhecer obras de alta qualidade que evidenciam a força da pesquisa e da produção editorial acadêmica no Brasil. Os trabalhos refletem a diversidade de temas, perspectivas e contribuições que enriquecem o debate acadêmico e ampliam a produção de conhecimento. Nesta noite, prestamos homenagem a trajetórias e obras que deixaram marcas permanentes em nossa sociedade”, destaca Sevani Matos, presidente da CBL.

Pela primeira vez à frente da curadoria do Prêmio Jabuti Acadêmico, Nina Ranieri destacou o trabalho dos jurados e celebrou a realização desta edição: “É uma honra contribuir para uma iniciativa que reafirma o compromisso da entidade com a valorização da ciência, do livro e da produção intelectual brasileira. Minha gratidão à CBL, ao Conselho Curador e aos jurados, em especial, que dedicaram meses à leitura atenta e à análise criteriosa das obras inscritas, contribuindo para o rigor, a credibilidade e a qualidade que definem esta premiação”.

A noite especial foi conduzida pela mestre de cerimônias, Joyce Ribeiro. Formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM e pós-graduada em Jornalismo Econômico e Político pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Joyce Ribeiro é escritora e atua há mais de duas décadas na televisão brasileira.

Os convidados também assistiram à apresentação do grupo carioca Chora Mulheres na Roda, coletivo formado unicamente por mulheres instrumentistas brasileiras e que tem o choro como gênero principal. As integrantes Carolina Chaves (flauta), Geiza Carvalho (percussão), Laila Aurore (cavaquinho) e Samara Líbano (violão 7 cordas), encantaram o público da premiação com tanta musicalidade.

O evento também foi transmitido ao vivo pelo YouTube da CBL.

 

Homenagens da premiação 

 

Personalidade Acadêmica 

O grande homenageado da noite foi o físico, professor e pesquisador José Goldemberg, anunciado pela CBL como a Personalidade Acadêmica da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico.

O reconhecimento é pela trajetória de excelência científica de Goldemberg, sua liderança acadêmica e sua contribuição para o desenvolvimento da ciência, das políticas públicas e da sustentabilidade. Ao longo de mais de sete décadas de atuação, o pesquisador consolidou-se como uma das principais referências da ciência brasileira e internacional, reunindo importantes contribuições para as áreas de física, energia, meio ambiente e educação.

Seu trabalho foi decisivo para projetar internacionalmente o programa brasileiro de biocombustíveis, consolidando-o como referência mundial em transição energética e no desenvolvimento sustentável.

Entre os reconhecimentos recebidos por Goldemberg estão o Blue Planet Prize (Japão, 2008), considerado um dos mais importantes prêmios internacionais da área ambiental; o Trieste Science Prize, da Academia Mundial de Ciências (TWAS), em 2010; o Prêmio Zayed Energia do Futuro (2013); o Prêmio Professor Emérito – Troféu Guerreiro da Educação Ruy Mesquita (2014); e o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Ciência (2014). Em 2007, foi incluído pela revista Time entre os 13 "Heróis do Meio Ambiente", na categoria Líderes e Visionários.

Livro Acadêmico Clássico  

A CBL também homenageou a obra “História das Mulheres no Brasil”, da historiadora, escritora e professora brasileira Mary Del Priore, como o Livro Acadêmico Clássico 2026.

A homenagem reconhece obras de relevância permanente para a produção do conhecimento no Brasil, destacando títulos que marcaram gerações de pesquisadores, estudantes e leitores.

O título foi escolhido após consulta pública promovida pela CBL no lançamento da 3ª edição do prêmio, em janeiro. O público pôde indicar obras acadêmicas escritas por autores brasileiros que tenham contribuído significativamente para a formação de gerações de pesquisadores, estudiosos e leitores. A escolha final foi realizada pela diretoria da CBL, pela curadoria e comissão do Prêmio Jabuti Acadêmico.

A edição deste ano conta com os apoios institucionais da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Também recebe o patrocínio Master da Skeelo, patrocínio do Mercado Livre e os apoios da TecHub e da Indústria Gráfica Santa Marta.

Mais informações sobre o Prêmio Jabuti Acadêmico estão disponíveis no site oficial. 

Evento acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, reunindo 269 expositores, expectativa de receber mais de 700 mil visitantes, 11 espaços culturais e a Espanha como Convidado de Honra.

 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) apresentou nesta terça-feira (4) a programação oficial da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi. Maior, mais diversa e imersiva, a edição de 2026 reúne 269 expositores e tem a expectativa de receber mais de 700 mil visitantes e uma programação cultural ampliada, consolidando sua posição como o maior evento literário da América Latina e um dos mais relevantes encontros do livro, da cultura e da economia criativa no cenário internacional.

Inspirada pelo conceito "Um Festival de Emoções", a Bienal do livro de SP consolida sua transformação em um grande festival de cultura, experiências e conexões, ampliando seu papel como ponto de encontro entre literatura, entretenimento, educação e economia criativa. Ao reunir leitores, autores, editoras, profissionais do setor editorial e diferentes manifestações culturais, o evento amplia sua vocação como espaço de descoberta, diálogo e formação de novos leitores.

O conceito ganha também uma identidade sonora inédita. Pela primeira vez em sua história, o evento contará com uma canção-tema oficial, criada especialmente para representar esta edição. Com letra de Fernando Piccinini Jr., Aécio Vieira e Thomas Roth e interpretação de Hugo Rafael, vocalista do grupo Sambô, a música traduz em sons a proposta de aproximar literatura, cultura e emoção e acompanhará toda a comunicação. A canção estará disponível nas redes sociais da Bienal, no Spotify e nas principais plataformas digitais. Ouça aqui.

A edição de 2026 marca também uma importante expansão física e operacional e passa a ocupar 86 mil metros quadrados, crescimento de 28% em relação à edição anterior, chegando à abertura com 100% dos espaços comercializados, reflexo da confiança do mercado editorial. A área comercial cresceu 20%, os espaços destinados à programação cultural foram ampliados em 4,7% e a área de alimentação aumentou 8,8%, acompanhando a expectativa de maior permanência do público. A reorganização da infraestrutura permitiu ainda um ganho de eficiência de 65%, liberando novos espaços para convivência, experiências culturais e áreas de descanso.

Com a maior área já ocupada pela Bienal, expansão dos espaços dedicados à programação cultural, recorde de comercialização, novos ambientes voltados à convivência e às experiências do público, a edição de 2026 consolida-se como a maior da história do evento, refletindo sua evolução como um grande festival cultural e literário.

"Mais do que uma feira, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro. O crescimento da área comercial e a forte adesão do mercado demonstram sua importância como plataforma de negócios, valorização da leitura e conexão entre diferentes públicos", afirma Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

Uma das iniciativas que retorna ampliada nesta edição é a política de cashback, criada para estimular a compra de livros durante a visita.  A grande novidade é o ingresso noturno, de segunda à quinta-feira, após as 17 horas, com ingressos que custam R$30 (inteira) e R$15 (meia), com 100% do valor convertido em crédito para compra de livros nos estandes participantes. Além do benefício financeiro, esse período contará com uma programação especialmente voltada ao público adulto. No período diurno, de segunda a quinta-feira, os ingressos custam R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada), garantindo cashback de R$15 e R$7,50, respectivamente. Às sextas, sábados e domingos, os valores passam para R$42 (inteira) e R$21 (meia), mantendo os créditos de R$15 e R$7,50.

A edição de 2026 reunirá alguns dos principais nomes da literatura brasileira e internacional, reforçando a diversidade de gêneros, estilos e públicos que caracteriza a Bienal. Entre os convidados internacionais já confirmados estão Ana Huang, Elena Armas, Alice Oseman, Jay Kristoff, Lynn Painter, Danielle L. Jensen, Leia Stone, Hannah Bonam-Young, Bal Khabra, Jennifer E. Archer, Kristy Boyce, Lee Hong, Lesley-Ann Jones e Courtney Henning Novak.

A literatura brasileira também terá forte presença, com autores como Conceição Evaristo, Paula Pimenta, Raphael Montes, Itamar Vieira Jr., Carina Rissi, Ana Paula Maia, José Falero, Aline Bei, Ana Suy, Socorro Acioli, Pedro Bial, Luiza Helena Trajano, Milton Cunha, Sergio Vaz, Vitor Martins, Ray Tavares, Alê Santos, Felipe Castilho, Jana Bianchi, Giovana Madalosso, Daniel Ribeiro, Bruno Freire, Tatiane Biase, Bárbara Carine, Zoe X, Gabriel Dearo e Manu Digilio.

A edição de 2026 tem ainda a Espanha como Convidado de Honra, fortalecendo o intercâmbio cultural e editorial entre os dois países. Com um espaço de aproximadamente 500 metros quadrados, apresentará uma programação própria de debates, encontros literários, exposições e atividades culturais. A curadoria ficará a cargo da escritora Marta Sanz, que levará ao público brasileiro um panorama da diversidade da literatura espanhola contemporânea, contemplando diferentes regiões, idiomas e tradições literárias.

A programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo será distribuída por 11 espaços temáticos, cada um com identidade própria e curadoria especializada.

Arena Cultural by Polén:  coordenada por Leonardo Neto, seguirá como principal palco do evento, reunindo autores nacionais e internacionais em encontros com o público.

Salão de Ideias, com coordenação de Cris Pàz, promoverá debates sobre literatura, cultura e temas contemporâneos.

Espaço Educação, coordenado pela pedagoga Solange Petrosino, oferecerá atividades voltadas a educadores, gestores, estudantes e famílias, abordando temas como inteligência artificial, alfabetização, inclusão, neurodiversidade, saúde mental e inovação pedagógica.

Voltado aos profissionais da cadeia do livro, o Papo de Mercado by Chambril Avena, coordenado pela jornalista Talita Facchini, reunirá representantes de editoras, livrarias, plataformas digitais e especialistas para discutir inteligência artificial, sustentabilidade, audiolivros, políticas públicas, internacionalização, marketing editorial, mercado independente e formação profissional.

O Espaço Prêmio Jabuti e Prêmio Jabuti Acadêmico, coordenado por Hubert Alquéres e Nina Ranieri, promoverá encontros com autores, pesquisadores e profissionais do livro reconhecidos pelo mais tradicional prêmio literário do país, além de conversas e atividades que valorizam a qualidade, a diversidade e a vitalidade da produção editorial brasileira.

Espaço Cordel e Repente, sob coordenação de Lucinda Marques, celebrará a literatura popular brasileira por meio de apresentações e encontros com cordelistas e repentistas.

Entre as novidades desta edição estão a Alameda dos Artistas by BIC, coordenada por Ivan Costa, espaço dedicado exclusivamente às histórias em quadrinhos brasileiras e ao encontro entre leitores e quadrinistas; e o Espaço Saúde e Bem-Estar, coordenado por Michelle Loreto e Fabrício Battaglini, que reunirá médicos, pesquisadores, jornalistas e escritores para discutir saúde física e mental, longevidade, maternidade e qualidade de vida.

Arena Podcast, coordenada por Fabio Uehara, retorna ampliada, com um estúdio instalado no coração da Bienal e 32 transmissões ao vivo em formato videocast.

A programação contará ainda com os caminhões BiblioSesc, formados pela Praça da Palavra e pela Praça de Histórias, com coordenação de Jefferson Santos  ambos voltados à formação de leitores e à promoção de experiências literárias para crianças e famílias, além do Espaço Infantil, que reunirá uma programação especialmente desenvolvida para aproximar crianças e famílias do universo dos livros por meio de contações de histórias, oficinas, apresentações artísticas e atividades lúdicas que estimulam a imaginação, a criatividade e a formação de novos leitores.

O evento também reforça seu compromisso com a formação de novos leitores por meio do Programa de Visitação Escolar, que espera receber cerca de 120 mil estudantes de escolas públicas e privadas de diferentes regiões do país. Além da entrada gratuita para grupos previamente cadastrados, que conectam crianças e jovens ao universo da literatura, aproximando-os das editoras, dos espaços culturais e da programação oficial do evento. O programa já conta com mais de 25 mil estudantes inscritos e reafirma o compromisso da Bienal em incentivar a leitura, a criatividade e a formação de novos leitores.

Além dos espaços culturais teremos o Espaço Influenciadores by Skeelo, ambiente dedicado aos criadores de conteúdo e o Espaço de Descanso by Claro para o público geral.

Para esta edição, já estão confirmados como patrocinadores BicClaro, Colgate,  Faber-Castell, Mercado Livre, Skeelo, Sura, Pólen um produto Suzano, Chambril uma marca Sylvamo e TecHub.

Acesse aqui a programação completa!

Campanha “Meu Livro, Meu Estilo”

Como um dos principais palcos da literatura no país, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo também apoia a campanha Meu Livro, Meu Estilo, iniciativa da Câmara Brasileira do Livro que conecta a leitura à identidade e ao estilo de vida dos leitores, reforçando o papel do livro como elemento central da cultura e da formação cidadã.Siga a página no instagram @meulivromeuestilo 

Editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers mantêm forte ritmo de internacionalização e registram crescimento expressivo em eventos globais

A internacionalização da literatura brasileira segue em ritmo constante de consolidação no mercado global. No primeiro semestre de 2026, as editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers — projeto de internacionalização promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e que conta com a parceria importante e estratégica do Ministério das Relações Exteriores (MRE) — movimentaram USD 8 milhões em negócios internacionais nas principais feiras literárias do mundo.

Um dos dados mais relevantes do primeiro semestre deste ano é a mudança no perfil das exportações, marcada por um salto significativo na comercialização de direitos autorais. Nos primeiros seis meses de 2026, a venda de direitos de livros representou 44,65% do total negociado, somando USD 4 milhões. Já a venda de livros físicos correspondeu a 55,35%, somando USD 5 milhões.

Para efeito de comparação, em 2025 a venda de direitos correspondia a apenas 17,34% do montante global, enquanto a exportação de livros físicos representava 82,66% . Em 2024, a proporção havia sido de 30,66% (USD 4 milhões) em direitos e 69,34% (USD 10 milhões) em livros físicos. O resultado parcial de 2026 demonstra o interesse crescente do mercado internacional na tradução e publicação de autores brasileiros.

Desempenho nas feiras internacionais

O balanço do primeiro semestre de 2026 revela destaques importantes em mercados estratégicos da Europa, América Latina e Oriente Médio:

Estratégias e motores do crescimento

O salto expressivo nesses indicadores é resultado de um conjunto sólido de ações do programa. Nesse cenário, as bolsas-tradução também exercem um papel importante para alavancar a negociação de direitos autorais, servindo como um incentivo decisivo para que editoras estrangeiras publiquem obras brasileiras em seus catálogos.

Além disso, a atuação in loco nas feiras faz total diferença. A promoção constante de reuniões de matchmaking e do já tradicional Caipirinha Hour nos estandes do Brasil cria um ambiente altamente propício para negócios. Esses eventos de networking aproximam os editores nacionais dos players internacionais, impulsionando a literatura brasileira de forma direta e efetiva.

Esse movimento presencial foi potencializado pelo forte avanço digital do projeto. O crescimento substancial nas redes sociais do Brazilian Publishers estabeleceu uma vitrine global para nossos autores e editoras, atuando como um motor de visibilidade que se reflete diretamente no aumento dos negócios. Entre janeiro e dezembro de 2025, o alcance do projeto nas redes sociais aumentou 304,6%, acompanhado por um aumento de 100% nas visualizações de conteúdos. No mesmo período, a base de seguidores saltou de 6.584 para 7.021.

Para Sevani Matos, presidente da CBL, os dados do semestre reforçam a relevância e a maturidade da literatura brasileira no exterior. "Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram que o trabalho do Brazilian Publishers atua em frentes sólidas. O salto percentual na venda de direitos autorais comprova que o mercado global não quer apenas consumir o livro físico impresso no Brasil, mas deseja ativamente traduzir e incorporar nossas vozes e histórias em suas próprias linguagens e catálogos", afirma.

Rayanna Pereira, coordenadora do Brazilian Publishers, destaca o dinamismo das ações e o fortalecimento em novas frentes comerciais. "Tivemos crescimentos expressivos em eventos chave como Londres, Bogotá e no Fellowship de Istambul. Isso demonstra a capacidade de adaptação e diversificação do nosso setor editorial, garantindo a presença do Brasil tanto em feiras tradicionais quanto em novos polos de negócios internacionais", destaca.

Próximas Ações

Com base nos ótimos resultados do primeiro semestre, o Brazilian Publishers têm perspectivas bastante favoráveis para a segunda metade de 2026.

A agenda internacional terá continuidade com a presença já confirmada na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. O Brasil contará com estande próprio e encontros focados em vendas de direitos e networking. Para este evento, o programa reforça mais uma vez a importante parceria com a InvestSP, através do programa CreativeSP, que todos os anos potencializa os resultados e dá suporte às editoras paulistas no evento.

A programação do semestre também prevê participações na Conferência de Editores de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México.

No cenário nacional, o Brazilian Publishers organizará mais uma edição da sua Jornada Profissional, que ocorrerá nos dias 2 e 3 de setembro, antecedendo a 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento reunirá editores e compradores internacionais convidados no Brasil para rodadas de negócios.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro que visa promover o setor no mercado global de maneira orientada e articulada. A iniciativa é resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia no Brasil. Desde sua criação, o projeto já ajudou mais de 100 empresas brasileiras a darem os primeiros passos na internacionalização, além de contribuir para a disseminação da literatura brasileira no mercado editorial global por meio de ações como o Catálogo de Livros e Direitos Autorais e uma categoria no tradicional Prêmio Jabuti, dedicada a reconhecer editoras internacionais que publicam livros brasileiros. Para participar, basta acessar o site, preencher o formulário e enviar o termo de adesão assinado.

O Papo CBL, podcast da Câmara Brasileira do Livro (CBL) que mergulha nos bastidores e nos desafios do mercado editorial, já tem um novo episódio no ar. A convidada é Fernanda Garcia, diretora-executiva da CBL, que explica como funciona o novo serviço da entidade: o ISNI (International Standard Name Identifier), número de identificação internacional padronizado para criadores de conteúdo.

Durante a conversa, Fernanda detalha o que é essa numeração e como o identificador reconhece, de forma única e inequívoca, autores, ilustradores, tradutores, compositores e criadores em geral no mercado editorial. A diretora também destaca os benefícios do ISNI para os diversos agentes da cadeia do livro e da produção intelectual.

A entrevistada explica ainda quem pode solicitar o serviço, como indivíduos e organizações envolvidos na criação de obras e entidades com identidade própria.

O episódio aborda também as diferenças entre o ISNI e o ISBN (International Standard Book Number), já amplamente conhecido no mercado editorial, e mostra como ambos se complementam na identificação e na gestão das informações bibliográficas e autorais.

Por fim, Fernanda explica como e onde os criadores podem solicitar o novo serviço, além de apresentar as condições especiais de lançamento oferecidas pela CBL.

Para ouvir o novo episódio do Papo CBL, clique aqui. 
 

Organização também anuncia a jornalista Joyce Ribeiro como Mestre de Cerimônias da premiação, que será realizada no dia 11 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo

 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta segunda-feira, 27 de julho, os cinco finalistas de cada uma das categorias da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. O anúncio foi feito durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ), com divulgação simultânea no site oficial da premiação, onde a lista completa já está disponível.

A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada no dia 11 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, reunindo autores, editores, pesquisadores e representantes das principais instituições científicas e acadêmicas do país. Os autores vencedores receberão a estatueta do Jabuti Acadêmico, além de um prêmio de R$ 5 mil. As editoras das obras premiadas também serão contempladas com uma estatueta.

Criado em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico tem como objetivo reconhecer e valorizar obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais. Nesta edição, a premiação recebeu 2.085 inscrições, refletindo a força e a diversidade da produção acadêmica nacional. As categorias estão organizadas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

Sevani Matos, presidente da CBL, comenta a expectativa para a premiação: "Estamos muito animados com a proximidade da cerimônia que reconhecerá os destaques desta edição. O Prêmio Jabuti Acadêmico consolida, a cada ano, seu papel na valorização da produção científica, técnica e profissional brasileira, reconhecendo autores, pesquisadores e editoras que contribuem para o desenvolvimento do conhecimento no país. São obras que impulsionam a ciência, a educação, a inovação e a formulação de políticas públicas, gerando impactos que extrapolam o ambiente acadêmico e beneficiam toda a sociedade."

Nina Ranieri, curadora do Prêmio Jabuti Acadêmico, destaca: "Em seus três anos de existência, a premiação conquistou legitimidade e reconhecimento da comunidade acadêmica, refletidos no crescimento do número de inscrições e na alta qualidade das obras inscritas. Nesta edição, promovemos inovações significativas, aprimoramos os critérios de avaliação, e estamos felizes com a repercussão alcançada. O Prêmio Jabuti Acadêmico promove os valores da ciência na sociedade e inspira novas gerações."

A CBL convida leitores, pesquisadores, autores e instituições a acompanharem a premiação e celebrarem os destaques do conhecimento produzido no Brasil. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.

Nesta edição, o Prêmio Jabuti Acadêmico conta com o apoio institucional da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A premiação tem Patrocínio Master da Skeelo, Patrocínio do Mercado Livre, além do apoio da TecHub e da Gráfica Santa Marta.

Mestre de Cerimônias

A organização da premiação também anuncia a jornalista Joyce Ribeiro como mestre de cerimônias da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. Ela conduzirá a entrega das estatuetas no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Formada em Jornalismo pela FIAM-FAAM e pós-graduada em Jornalismo Econômico e Político pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Joyce Ribeiro atua há mais de duas décadas na televisão brasileira, tendo apresentado diversos telejornais nas principais emissoras do país. Atualmente, está à frente do Jornal da Tarde, da TV Cultura. 

Joyce Ribeiro também é autora de três livros. Sua trajetória como comunicadora contribuiu para sua nomeação como Embaixadora da Cidade Velha no Brasil. Localizada em Cabo Verde, um dos nove países lusófonos do mundo, a Cidade Velha foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 2009 e mantém uma rica história e uma profunda conexão com o Brasil. Com essa nomeação, a jornalista busca fortalecer as trocas culturais entre escritores, artistas e realizadores dos dois países. 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) participa da 24ª edição da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 22 e 25 de julho, em Paraty (RJ). A entidade estará presente na programação da Casa PublishNews e da Casa Estante Virtual, espaços que reúnem profissionais do mercado editorial, autores, livreiros e leitores em torno de debates sobre os principais temas do setor.

No dia de abertura da FLIP, 22 de julho, das 15h às 16h, a Casa PublishNews recebe a mesa “Quem lê no Brasil? Mercado, política e consumo”, que discutirá o perfil dos consumidores de livros no país e os desafios para ampliar o acesso e a formação de leitores. Participam do encontro Fabiano Piúba, secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura; Fernanda Garcia, diretora executiva da CBL; Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas da Nielsen BookData; com mediação de Guilherme Sobota, editor-chefe do PublishNews.

Na sequência, das 16h às 16h45, também na Casa PublishNews, a CBL participa do debate “Prateleira sustentável: do papel ao shrink, transparência e impacto das regulações do setor”, que propõe aprofundar a discussão sobre sustentabilidade e os impactos ambientais da cadeia do livro. A mesa contará com Luciano Monteiro, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da CBL e diretor global de Comunicação e Sustentabilidade da Santillana; Mariana Martins, CEO da Transpo Express; e Náthali Modesto, executiva de negócios da Suzano.

No dia 23 de julho, às 9h, na Casa Estante Virtual, a entidade marca presença na mesa “Meu Livro, Meu Estilo: o livro inserido no cotidiano”. Participam do debate Daniel Pinsky, sócio-diretor da Editora Contexto e da Editora Labrador; Luciano Monteiro, vice-presidente da CBL; e a jornalista Mônica Ramalho, responsável pela mediação. A conversa abordará formas de recolocar o livro no centro da vida das pessoas, como escolha pessoal, expressão de identidade e elemento da cultura contemporânea.

Já no dia 24 de julho, das 17h às 19h, a Casa PublishNews recebe a mesa “Meu Livro, Meu Estilo: por que ler está em alta”, reunindo Daniel Pinsky, sócio-diretor da Editora Contexto e da Editora Labrador; Luciana Borges, diretora comercial do Grupo Companhia das Letras; e Luciano Monteiro, vice-presidente da CBL. A mediação será de Daniel Lameira, diretor criativo da Seiva.

A CBL é uma das patrocinadoras da Casa PublishNews, que estará novamente instalada no coração do Centro Histórico de Paraty, espaço já tradicional da programação paralela da FLIP e ponto de encontro dos profissionais do mercado editorial durante o evento.

Programação da CBL na FLIP 2026

22 de julho | Casa PublishNews
- 15h às 16h: Quem lê no Brasil? Mercado, política e consumo
- 16h às 16h45: Prateleira sustentável: do papel ao shrink, transparência e impacto das regulações do setor
Local: Rua Tenente Francisco Antônio, 300 (Rua do Comércio) – Centro Histórico de Paraty

23 de julho | Casa Estante Virtual
- 9h: Meu Livro, Meu Estilo: o livro inserido no cotidiano
Local: Rua Marechal Santos Dias, 139 – Centro Histórico de Paraty

24 de julho | Casa PublishNews
- 17h às 18h: Meu Livro, Meu Estilo: por que ler está em alta
Local: Rua Tenente Francisco Antônio, 300 (Rua do Comércio) – Centro Histórico de Paraty

Entrada gratuita, sujeita à lotação dos espaços.

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