Participação brasileira na Feira Internacional do Livro de Guadalajara 2024 conta com autores e editoras renomadas

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A Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL) de 2024 acontece entre os dias 30 de novembro e 8 de dezembro, consolidando-se como um dos maiores eventos do setor editorial no mundo. Os dias dedicados aos encontros profissionais ocorrem entre os dias 2 e 4 e são organizados pelo Brazilian Publishers — projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado em parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A participação também conta com o importante apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Neste ano, oito autores brasileiros já têm presença confirmada: Alexandre Alliatti, Mariana Salomão Carrara, Rita Maria Carelli, Amanda Julieta, Lucrecia Zappi, Ana Fátima, Giovanna Carvalho Sant'Ana e José Henrique Bortoluci. O estande exclusivo do Brasil contará com a participação de dez editoras nacionais: Girassol Brasil, Callis, Carochinha, PAE, Global Editora, UNICAMP Press, Panda Books, Mil Caramiolas, VR Editora e CEDIC International/Bombom Books. Esse espaço será estratégico para apresentar o potencial do mercado editorial brasileiro e promover networking entre editoras e profissionais de diversos países.

Já a delegação da CBL é composta por sua presidente, Sevani Matos; a diretora executiva, Fernanda Garcia; a diretora Karine Pansa, que também preside a International Publishers Association (IPA); e a coordenadora de relações internacionais, Rayanna Pereira. A programação da equipe inclui a participação em reuniões estratégicas, como o encontro do Grupo Interamericano de Editores (GIE) no dia 1º de dezembro, e no Congresso da IPA, que ocorrerá de 4 a 6 de dezembro. Outras atividades incluem encontros com editores e profissionais no estande brasileiro durante as Jornadas Profissionais e eventos de networking.

Também haverá mesas de discussão e sessões de autógrafos, abordando temas como a literatura contemporânea, questões sociais e culturais, e a produção literária de mulheres negras. Além disso, no dia 4, às 14h, acontecerá o Caipirinha Hour, um evento especial durante a participação brasileira na FIL 2024. Com o apoio da MVB, o evento será uma oportunidade para os participantes conhecerem um pouco mais sobre a cultura brasileira em um ambiente descontraído.

O Brasil também estará presente com o programa Destinação Brasil e outras atividades no estande, promovendo o intercâmbio cultural e fortalecendo a visibilidade das obras brasileiras no cenário internacional. A participação de Djamila Ribeiro, que discutirá a experiência das mulheres negras no Brasil, marcará o encerramento da programação.

“A participação brasileira na Feira do Livro de Guadalajara é uma oportunidade única para reafirmar nossa presença no cenário literário internacional”, destaca Sevani Matos. “Estar presente neste evento permite que nossos escritores e editoras estabeleçam novas conexões, abrindo portas para futuras colaborações e para o reconhecimento global da produção literária do Brasil”, conclui.

Já Rayanna Pereira ressalta a importância da Feira para a promoção da literatura brasileira no mercado global. “A participação no evento oferece uma plataforma valiosa para divulgar nossas obras, especialmente com a presença de autores como Djamila Ribeiro, Rita Maria Carelli e Alexandre Alliatti, entre outros talentos”, afirma.

Confira abaixo a programação completa do Brasil no evento:

Quarta-feira, 4 de dezembro

Ecos de la FIL
11h às 11h50
Salão A, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participante: Mariana Salomão Carrara

Coquetel
17h às 19h
Estande Brasileiro, Expo Guadalajara
Organização: Câmara Brasileira do Livro (CBL)

Destinação Brasil
16h às 17h
Salón B, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participantes: Alexandre Alliatti, Rita Maria Carelli e Amanda Julieta

Quinta-feira, 5 de dezembro

Ecos de la FIL
11h às 11h50
Salão A, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participantes: Alexandre Alliatti e Rita Maria Carelli

Novíssima Literatura Brasileira: O que o país está escrevendo?
14h às 14h50
Estande Brasileiro, Expo Guadalajara
Participante: Alexandre Alliatti
Sessão de autógrafos após a conversa

Latinoamérica Viva
17h às 18h
Salón E, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participante: Djamila Ribeiro

Destinação Brasil
16h às 17h
Salón B, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participantes: Mariana Salomão Carrara e Lucrecia Zappi

Epidemia de suicídios no sul do Brasil: A verdade por trás de A árvore mais sozinha do mundo
17h às 17h50
Estande Brasileiro, Expo Guadalajara
Participante: Mariana Salomão Carrara
Sessão de autógrafos após a conversa

Sexta-feira, 6 de dezembro

Prêmio São Paulo de Literatura
11h às 11h50
Salón A, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participantes: Alexandre Alliatti, Mariana Salomão Carrara e Rita Maria Carelli

Latinoamérica Viva
17h às 18h
Salón E, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participante: Lucrecia Zappi

Atividade no estande brasileiro
12h às 14h
Estande Brasileiro, Expo Guadalajara
Participante: Ana Fátima (Sessão de autógrafos)

Atividade no estande brasileiro
15h às 17h
Estande Brasileiro, Expo Guadalajara
Participante: Lucrecia Zappi (Sessão de autógrafos)

Sábado, 7 de dezembro
FIL Literatura: Afectos, ancestralidades y cotidianos de las mujeres negras en Brasil
16h às 17h
Salón E, Área Internacional, Expo Guadalajara
Participante: Djamila Ribeiro

Por Hubert Alquéres

 

O Prêmio Jabuti se consolidou como um marco da literatura brasileira. A cada edição, revela novos escritores e consagra obras que entram para a história de nossa cultura. É uma prova viva da diversidade cultural de nosso povo, projetando, em muitos momentos, nossa literatura para o mundo. Assim tem sido desde sua primeira edição, quando a grande obra de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela, foi vencedora na categoria romance. Chegamos à 66ª edição com o mesmo espírito de inovação, criatividade e determinação, além de um olhar otimista sobre o potencial e a riqueza de nossa produção literária.

A história do prêmio, instituído pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), é também a de celebrar obras que tocam profundamente o coração dos brasileiros. Neste exato momento, o país se emociona com a história de Eunice Paiva, viúva do deputado Rubens Paiva, assassinado nos porões do regime militar. Os cinemas estão lotados para assistir a Ainda Estou Aqui. O filme foi baseado no livro do escritor Marcelo Rubens Paiva, cuja obra foi premiada no Jabuti. Esse caso mostra como a premiação tem a sensibilidade de reconhecer livros que transcendem as páginas e ganham vida em outras formas artísticas, reforçando seu papel como termômetro da relevância cultural de nossa literatura.

Cada edição é também um momento de reafirmar valores e refletir sobre os desafios que nos cercam. Vivemos uma situação paradoxal. De um lado, temos um mercado editorial e um parque produtivo extremamente diversificados e ricos. Como prova, a edição deste ano demonstra que o Brasil continua produzindo obras literárias de excelência nas diversas categorias do prêmio.

Por outro lado, assistimos, com preocupação, à mudança nos hábitos dos brasileiros quanto ao uso do tempo livre. As intensas transformações em curso impactam esses hábitos, e os livros enfrentam concorrentes poderosos, como as redes sociais e os jogos eletrônicos.

A recente pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro, revelou que o país perdeu 6,7 milhões de leitores nos últimos cinco anos. Mais grave: a maioria dos brasileiros, 53% do total, não leu um só livro ou uma parte de um livro. Esse cenário afeta especialmente a juventude. Segundo a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, "está crescendo o percentual de jovens que dizem estar nos games, assistindo a vídeos".

Esse não é um problema apenas do mundo literário e do mercado editorial. É uma questão nacional que requer políticas públicas de incentivo à leitura. Jovens que leem pouco se tornarão futuros cidadãos com baixo conhecimento da realidade que os cerca, despreparados para se inserir na sociedade e no mercado de trabalho. Um país de pouca leitura é uma nação que não valoriza sua memória e a criatividade do próprio povo.

O Jabuti tem, em seu DNA, a liberdade de expressão como um valor inegociável. É impossível a literatura se desenvolver plenamente em meio à censura e à limitação do livre circular das ideias. Esse valor inarredável nos leva a lamentar e manifestar nossa preocupação com uma série de episódios que indicam que a censura voltou a pairar sobre a literatura brasileira como uma espada de Dâmocles.

No início deste ano, o livro O Avesso da Pele, de Jefferson Tenório, vencedor do Jabuti em 2021, foi alvo de censura em dois estados e recolhido de escolas públicas. Não se trata de um episódio isolado. Mais recentemente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), censurou quatro obras jurídicas e determinou sua destruição, sob o pretexto de conterem conteúdo homofóbico e misógino.

Os fins não justificam os meios. Nada, absolutamente nada, justifica a censura. A destruição de livros é prática de sociedades distópicas e estados autoritários. A literatura já descreveu o que isso representa na grande obra Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Os tempos das fogueiras da Santa Inquisição e do bombeiro Guy Montag, o incinerador de livros, não podem retornar.

Pasmem: em pleno século XXI e quarenta anos após o fim da ditadura, a censura de Dona Solange voltou a dar o ar de sua graça. A Secretaria da Educação de Rondônia censurou, sob a alegação de "conteúdos inadequados", livros de Machado de Assis, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Franz Kafka e Edgar Allan Poe.

A censura, venha de onde vier e seja qual for o pretexto, é incompatível com o Estado Democrático de Direito, pois fere uma das cláusulas pétreas de nossa Constituição-Cidadã.

O Jabuti é um momento de alegria e celebração, mas também de homenagear grandes figuras que nos deixaram em 2024 e cuja contribuição para o mundo das letras continuará entre nós. Por isso, lembramos Antônio Cicero, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), poeta, filósofo e letrista cuja obra, marcada por sensibilidade e profundidade, enriqueceu tanto a literatura quanto a música brasileira. Suas palavras e ideias continuarão ecoando, nos inspirando e provocando a pensar.

Em um mundo marcado por avanços tecnológicos, mudanças climáticas e a busca por justiça social, a literatura serve como um elo entre passado, presente e futuro. O Jabuti, como seu próprio nome sugere – inspirado no animal descrito por José de Alencar como símbolo de gravidade, prudência e sabedoria – reflete essa conexão entre raízes culturais e inovação. Assim, o prêmio segue como um patrimônio cultural do Brasil, renovando-se a cada ano, sem perder sua essência de celebrar o que há de melhor na nossa produção literária e na alma dos brasileiros.

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Hubert Alquéres é o Curador do Prêmio Jabuti e vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro.

Por Diego Drumond


Livro e liberdade deveriam ser a mesma coisa. Desde a invenção dos primeiros símbolos, liberdade fomentou leitura e interpretação, que estimularam a circulação de livros, e esse ciclo é liga das principais engrenagens do processo civilizatório. “A liberdade é uma livraria”, ensinou o poeta espanhol Joan Margarit.

A oferta de livros deve ser livre. A demanda também. O conteúdo, sem dúvida, só será de qualidade se produzido isento de sombra censora, escrito sem medo de pensar.

Livros são e devem permanecer sempre livres em todos os aspectos, inclusive nos preços.

Assim como é feito com a maioria dos produtos confeccionados sob livre iniciativa, quem deve calcular e estabelecer o preço de venda de um livro é a empresa que o oferta ao mercado, no nosso caso a editora, que investiu na produção e assumirá os riscos da publicação. No Brasil, a cadeia produtiva dos livros não é tranquila nem voa em céu de brigadeiro, mas é capaz de equilibrar oferta, demanda e preços, sempre fez, funciona.

Como a prática insiste em interferir nas teorias, o mercado editorial apresenta um calcanhar de Aquiles que desafia o pensamento econômico. Longe do senso comum que acredita ser a digitalização do mundo, ou os baixos índices de leitura, nosso ponto mais fraco hoje é exposto por um estratagema antigo, utilizado por varejistas generalistas, e que sufoca nossos pontos de venda especializados. O livro está sendo usado como isca de baixo investimento para pesca e cativação de clientes qualificados. Quem compra e lê livros já venceu ou vai vencer na vida e, nesse sentido, é o peixe que todo varejista deseja em seu aquário.

A minhoca parece suculenta, você é livre para escolher, um forte desconto aparece naquele livro novo, que você já decidiu comprar, porém ainda não escolheu onde. A tentação é grande, o frete é grátis e o anzol é certo. A linha vai te levar diretamente à base de dados de um varejista generalista que almeja vender muito mais do que livros. O esforço dele é conquistar esse leitor e conduzi-lo ao outro lado da tabela de preços, onde mora a margem de lucro.

É uma tática inteligente e agrada consumidores que deduzem que tudo o que varejista faz é para favorecê-lo, melhor atendê-lo e os preços serão sempre favoráveis por ali. Não é ilegal, os descontos são livres. Mas essa tática tem um efeito colateral sério.

Livrarias são varejistas especializados, o faturamento advém preponderantemente da venda de livros. Se tentarem acompanhar os fortes descontos que varejistas generalistas concedem para os livros recém-lançados, marcarão encontro com as bancas de advogados que organizam as recuperações judiciais, como vimos em série, recentemente.

Cada vez que uma livraria fecha ou é reduzida, alguém deixa de descobrir um livro e isso é sempre uma perda para toda a sociedade. Se meu espaço fosse ilimitado eu detalharia como isso forçará até os varejistas a trocarem de isca, lá no dia em que todos nós estivermos lendo menos. Grandes magazines não querem ser livrarias, é muito trabalho para pouco dinheiro.

A principal virtude da livraria consiste em ser um comércio e um aparelho cultural ao mesmo tempo, um negócio gerido com arte e matemática. Mesmo que não venda um só livro num dia ruim, a livraria oferta valor para os que visitam, eleva o bairro e a cidade, traz cultura ao povo. Como escaparmos da armadilha e, ao mesmo tempo, mantermos nossa liberdade econômica?

Cada qual a seu modo, Japão, Espanha, Argentina, Itália, México, França, Alemanha, Inglaterra, Coréia do Sul, Portugal e diversos outros, chegaram à mesma fórmula sofisticada e que deu conta de equalizar o mercado, evitando distorções artificiais, sem ferir a liberdade de preços e a livre iniciativa, rejeitando regulação. É uma solução já antiga, alguns países aplicam com sucesso faz mais de meio século, comprovadamente eficaz para uma disfunção mercadológica recorrente no mundo dos livros.

As editoras determinam livremente os preços e podem modificá-los a qualquer tempo, inexiste tabelamento ou o Estado intervindo no preço do produto. É vedada a concessão de descontos exagerados (acima de 10%) apenas em livros recém-lançados. Depois de um ano, os descontos são liberados. A breve restrição é um lampejo, alcança somente 6% dos livros à venda, mas, com efeito, ilumina a alma das livrarias, que passam a vender o “pão quente” em igualdade de condições, concorrendo em um mercado livre e sobrevivendo para ofertar e difundir todo o restante da produção literária mundial, que vale pouco como isca, mas que exprime todo o conhecimento existente no mundo civilizado e precisa ser semeada.

Estudos sólidos comprovam que esse sistema, no médio prazo, estimula a redução dos preços sugeridos pelas editoras, já que passam a ser menos pressionadas por descontos e deixam de reagir prevendo preços majorados para cobrirem seus custos de produção. Os preços médios entre livrarias e varejistas generalistas findam convergindo numa linha inferior aos patamares anteriores.

O mercado editorial brasileiro adapta, assimila, negocia e burila esse sistema faz mais de vinte anos, equilibrando preservação do livre mercado e justa vedação às práticas destrutivas anticoncorrenciais. Nosso Congresso Nacional decidirá em breve se seguiremos buscando o caminho de uma nação leitora, com livros e livrarias livres.

Viva o livro, viva a liberdade, viva a livraria!

Diego Drumond é vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro, diretor da Associação Brasileira de Difusão do Livro, sócio da Faro Editorial e da Drummond Livraria.

Já está disponível o mais novo episódio do "Papo CBL", o podcast que traz informações sobre o mercado editorial brasileiro. O convidado desta vez é Alexandre Martins Fontes, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), que abordou um tema de grande relevância para o setor: a Lei Cortez. O projeto de lei teve novos desdobramentos, com sua aprovação na Comissão de Educação do Senado Federal.

Durante a entrevista, ele explicou o que é a Lei Cortez, como ela funcionaria na prática, e o que mudaria para o mercado do livro. Martins Fontes também aborda a defesa das entidades do livro (ABDL, ABRELIVROS, ANL, CBL, LIBRE e SNEL).

Por fim, o presidente da ANL traz exemplos de outros países como Alemanha, França e Argentina, que já têm essa experiência no mercado editorial há alguns anos.

Para saber mais sobre a Lei Cortez e seu impacto no mercado do livro, clique aqui para ouvir o podcast.

País perde quase 7 milhões de leitores em quatro anos, segundo a 6ª. edição da Retratos da Leitura no Brasil, única pesquisa nacional que avalia o comportamento leitor dos brasileiros; queda aparece em todas as classes, faixas etárias e escolaridade

 

A edição 2024 da mais completa e aprofundada pesquisa sobre os hábitos de leitura do brasileiro foi lançada nesta terça (19) com a informação de que nos últimos quatro anos houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país. Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, a proporção de não-leitores é maior do que a de leitores na população brasileira: 53% das pessoas não leram nem parte de um livro - impresso ou digital - de qualquer gênero, incluindo didáticos, bíblia e religiosos, nos três meses anteriores à pesquisa.

Se considerarmos somente livros inteiros lidos, no período de três meses anteriores à pesquisa, esse percentual é ainda menor, de 27% dos brasileiros.
A redução no percentual de leitores identificada na série histórica da pesquisa se deu em todos os perfis e segmentos pesquisados: por faixa etária, gênero, escolaridade, estudantes e não estudantes, por classe, renda e entre estudantes e não estudantes.

Considerando a faixa etária, apenas entre a população com 11 e 13 anos e com 70 anos ou mais não foi registrada redução no percentual de leitores. A faixa etária de 11 a 13 anos é a que apresenta o maior percentual de leitores – no entanto, vale ressaltar que a pesquisa também considera a leitura de livros didáticos como parte da investigação.

O estudo de 2024 permite a leitura dos resultados por unidades da federação e possibilita comparar os resultados de 2024 com os de 2019 e do restante da série histórica da pesquisa, por região.
Santa Catarina, com 64% de leitores na população, apareceu como o estado com maior proporção de leitores. Paraná e Ceará aparecem em seguida, com 54%, números que os colocam relativamente acima do percentual de leitores no Brasil (47%).

A Região Sul é a única das cinco do país onde ainda há uma maioria de leitores na população: atualmente, 53% dos moradores desses três estados leram total ou parcialmente pelo menos um livro nos três meses que antecederam a pesquisa. Contudo, o dado é cinco pontos percentuais abaixo do verificado na edição anterior da pesquisa, quando a mesma região registrou 58% de leitores.

No recorte por faixa etária, a leitura motivada pelo gosto diminui quanto maior a faixa etária dos indivíduos. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 38% dizem ler por esse motivo. Durante a adolescência e até os 24 anos, esse índice varia de 31% a 34%.
Nas faixas etárias seguintes identificamos redução na menção a essa motivação: 21% entre 25 e 29 anos, 19% para quem está na faixa dos 30, e segue estável em 17% para todas as faixas etárias acima de 40 anos.

Quando perguntados sobre os lugares onde costumam ler livros, a grande maioria cita a própria casa (85%). “Mas é preocupante notar como as salas de aula estão deixando de ser um lugar de leitura, conforme a série histórica demonstra”, comenta a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla.
Em 2007, 35% citaram esse espaço escolar. Em 2011, foram 33%. Na edição seguinte, de 2015, as menções apareceram em 25% dos entrevistados. Em 2019, foram 23%. E agora foi de 19%, o menor índice já registrado.

Pesquisa foi realizada em 208 municípios
Para possibilitar a construção e manutenção da série histórica do estudo - crucial para avaliação, monitoramento e orientação de políticas públicas - a metodologia da pesquisa segue orientação do CERLALC (Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e o Caribe) e se mantém desde 2007. Para identificar as mudanças que acontecem no cenário da leitura, em especial, impactado pelos novos suportes e meios digitais de acesso e produção de conteúdo, o Instituto Pró-Livro busca a cada edição a consultoria de especialistas para a formulação de questões voltadas a um diagnóstico mais preciso das mudanças que impactam o comportamento leitor. “A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida ao longo desses 18 anos pelo IPL, tornou-se muito mais do que um levantamento de dados; ela é um verdadeiro farol para compreendermos os desafios que enfrentamos na promoção da leitura”, comenta Sevani Matos, presidente do IPL. É um trabalho que reflete o compromisso com a transformação cultural do Brasil”, completa Sevani Matos.

Como parte deste diagnóstico, a edição atual da pesquisa também contou com a reformulação de perguntas e de itens de respostas, para captar as mudanças e facilitar a compreensão do entrevistado. A coleta de dados foi realizada pelo Ipec, por meio de entrevistas domiciliares face a face, com registro das respostas em tablets, e aconteceu entre 30 de abril de 2024 e 31 de julho de 2024.

De modo geral, a Retratos da Leitura no Brasil apresenta um raio-X da relação do brasileiro com o livro, aferindo informações sobre hábitos e motivações para a leitura; representações e valorização da leitura; leitura de literatura; preferências sobre livros, gêneros e autores; a leitura em diferentes suportes; o acesso a livros, em papel e digital, envolvendo bibliotecas e os diferentes canais de distribuição e venda; o papel das escolas, das famílias e das bibliotecas na formação de leitores e no desenvolvimento da leitura no Brasil; práticas leitoras e acesso em meio digital e fragmentado, em diferentes materiais e ambientes; a formação de leitores e a influência para o consumo ou acesso aos livros.

O objetivo da pesquisa é conhecer o comportamento leitor do brasileiro, a partir dos cinco anos de idade, medindo a intensidade, forma, limitações, motivação, condições de acesso ao livro – impresso e digital – pela população, orientado para contribuir com as políticas públicas e expandir o público leitor. “Este retrato detalhado tem sido essencial para orientar políticas públicas e inspirar ações concretas de incentivo à leitura e ao acesso ao livro, envolvendo tanto a sociedade civil quanto os governos” , afirma a presidente do Instituto Pró-Livro.

Realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), graças ao incentivo fiscal, pela Lei Rouanet, e patrocinada pelo Itaú Unibanco, essa edição contou com parceria da Fundação Itaú e com apoio da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). O levantamento foi feito pelo instituto Ipec - Inteligência em Pesquisa e Consultoria.

Nesta 6ª edição, a amostra foi de 5.504 entrevistados em 208 municípios. Realizado desde 2007, o levantamento deste ano trouxe novos indicadores. Pela primeira vez foram mensurados o número de livros infantis nas residências e os hábitos de leitura dos pais sob a ótica das crianças entre 5 e 13 anos. Outra investigação importante, e que tem sido objeto de estudo de especialistas, é como os leitores avaliam a leitura no suporte papel e no digital: qual é mais efetiva para a atenção e a compreensão?

A 66ª edição do Prêmio Jabuti, a mais aguardada cerimônia de premiação do livro brasileiro, foi realizada nesta noite, dia 19 de novembro, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a cerimônia consagrou "Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas ", de Rosa Freire d’Aguiar, como o Livro do Ano de 2024.  

Este ano, o prêmio contou com 4.170 obras inscritas, distribuídas em 22 categorias nos eixos de Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Confira aqui a lista completa dos vencedores.  

Além de receber a estatueta dourada, Rosa Freire d’Aguiar foi contemplada com o valor de R$ 70 mil e uma viagem com hospedagem para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, uma das maiores feiras literárias do mundo e onde terá uma agenda com editores e agentes literários.  

Abrindo a cerimônia de entrega das estatuetas, Bel Santos Mayer recebeu o prêmio para o projeto vencedor na categoria Fomento à Leitura: IBEAC Literatura: os caminhos literários das bibliotecas comunitárias de Parelheiros.  

Outro momento marcante foi a apresentação de Luiza Romão, vencedora em Poesia e Livro do Ano em 2022. Ela emocionou o público com uma performance que reuniu música e poesia, antecedendo a entrega das estatuetas do Eixo Literatura. 

A edição do Jabuti de 2024 trouxe inovações importantes, como a inclusão da categoria Escritor Estreante - Poesia, no Eixo Inovação, destinada a autores que lançaram seu primeiro livro em português no Brasil em 2023. No Eixo Não Ficção, foram criadas as categorias Saúde e Bem-Estar, Educação e Negócios, refletindo temas emergentes no universo editorial.  

Desde 1959, quando consagrou “Gabriela, Cravo e Canela” de Jorge Amado, o Prêmio Jabuti vem se consolidando como um patrimônio cultural do país, reconhecendo e promovendo a rica produção literária nacional. A premiação valoriza todos os aspectos do setor editorial, dialogando com diversos públicos e adaptando-se às transformações sociais.  

A mestre de cerimônia deste ano foi Adriana Lessa, com sua presença cativante e carreira artística consolidada no teatro, cinema e televisão, abrilhantou o evento, tornando a celebração ainda mais especial. 

Homenagem do Ano 

Marina Colasanti foi a escolhida como a Personalidade Literária da 66ª edição do Prêmio Jabuti. A escritora recebeu a homenagem por sua significativa contribuição à literatura brasileira, abordando temas universais com simplicidade e lirismo, conquistando leitores de todas as idades.  

Sua filha, Alessandra Colassanti, recebeu a homenagem representando a escritora. “É muito emocionante estar aqui hoje representando minha mãe.  Quero expressar nossa gratidão por esta homenagem, que a reconhece com quase 60 anos de trabalho, dedicação e paixão por sua escrita. Como filha, sempre tive a imagem dela trabalhando intensamente, sentada à mesa, com uma movimentação interna impressionante, criando mundos e histórias que encantam leitores de todas as idades. Gostaria de agradecer também a todos os leitores que acompanharam sua trajetória ao longo desses anos. Essa homenagem é um reflexo do impacto profundo de sua obra”, disse Alessandra. 

Sevani Matos, presidente da CBL, expressou entusiasmo com a realização de mais uma edição do prêmio: “Em suas décadas de existência, o Prêmio Jabuti passou por muitas transformações, consolidando-se como uma poderosa vitrine da produção literária em nosso país. É com grande alegria que realizamos este momento para celebrar a riqueza e a pluralidade da literatura nacional, destacando todos os envolvidos no processo criativo e na produção de uma obra literária”, afirmou.  

Hubert Alquéres, curador do Prêmio, falou sobre a realização desta edição: “Ao longo dos anos, o Jabuti tem se consolidado como um marco da literatura brasileira, valorizando a liberdade de expressão. Nesta edição, recebemos um grande volume de inscrição de obras, um reflexo não apenas da longevidade do prêmio, mas de sua capacidade de se reinventar e dialogar com diferentes gerações de escritores e leitores. As inovações desta edição mostram que a premiação permanece atenta às transformações do mercado editorial e às demandas contemporâneas”. 

A cerimônia, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da CBL, está disponível no link.  

Este ano, o Prêmio Jabuti contou com o patrocínio da Urbia, empresa especializada na gestão e preservação de patrimônios históricos e ambientais, e, pela segunda vez consecutiva, com o apoio da Indústria Gráfica Santa Marta. 

Sobre o Autora do Livro do Ano 2024 

Rosa Freire d’Aguiar nasceu no Rio de Janeiro. Jornalista nos anos 1970 e 1980, foi correspondente em Paris das revistas Manchete e IstoÉ. Voltou ao Brasil em 1986 e desde então trabalha como editora e tradutora literária. Entre os prêmios que recebeu por suas traduções estão o da União Latina de Tradução Científica e Técnica por O universo, os deuses, os homens, de Jean-Pierre Vernant; o Jabuti por A elegância do ouriço, de Muriel Barbery; e o Biblioteca Nacional por Bússola, de Mathias Enard.  

Rosa Freire d’Aguiar é agora, desta vez na categoria Livro do Ano, reconhecida pelo Prêmio Jabuti.  

Sinopse de “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas”. 

Ao combinar memórias e entrevistas, Rosa Freire d'Aguiar oferece um registro extraordinário de um lugar e de uma época pulsantes. Sempre Paris não é apenas um livro sobre a cidade; é uma jornada pelo tempo e pela cultura que ela representa. A autora oferece ao leitor conhecimento e uma experiência estética e sensorial. É uma leitura indispensável para aqueles que amam literatura, arte e, claro, tudo o que neles há de universal. 

Durante os anos 1970 e 1980, Rosa Freire d'Aguiar trabalhou como correspondente internacional em Paris. Os restaurantes mais badalados da época, a chegada do primeiro avião comercial supersônico, a devolução do deserto do Sinai ao Egito, tudo que dizia respeito a cultura e política internacional virava notícia, que era rapidamente despachada por telex para o Brasil. E, claro, as longas entrevistas, que marcaram a era de ouro das publicações impressas. 

Com um texto saboroso, na melhor tradição do jornalismo literário, a autora reconstitui a atmosfera fervilhante que dominava a cidade - dos cafés e livrarias até os embates sociais e políticos que permeavam o dia a dia dos franceses. 

Com o objetivo de se aproximar ainda mais do público e dos profissionais que impulsionam a leitura no Brasil, a Câmara Brasileira do Livro apresenta seus novos canais no WhatsApp. Cada canal oferece conteúdo especializado e um ambiente seguro, no qual os nomes, fotos de perfil e números de telefone dos seguidores não são exibidos para outros usuários. Confira e participe!

Canal Câmara Brasileira do Livro
Dedicado a editoras, livrarias, autores e todos os profissionais do setor, este canal oferece informações sobre os serviços da CBL, eventos promovidos e apoiados pela entidade, além de iniciativas de incentivo à leitura e à literatura. Para seguir este canal e ficar atualizado com as principais ações do mercado editorial e da CBL, clique aqui.

Canal Prêmio Jabuti
Voltado aos apaixonados pela literatura brasileira, este canal é exclusivo para acompanhar o Prêmio Jabuti, o mais prestigiado prêmio literário do país. Aqui, você segue cada etapa do prêmio, com informações sobre inscrições, datas importantes e anúncios dos vencedores. É o espaço ideal para quem celebra o talento literário brasileiro. Para seguir este canal e não perder nenhuma atualização sobre o prêmio, clique aqui.

Canal Prêmio Jabuti Acadêmico
Focado em obras científicas, técnicas e profissionais, o Canal Prêmio Jabuti Acadêmico é dedicado a quem valoriza a excelência acadêmica brasileira. Nele, você encontra informações sobre as edições do prêmio voltadas ao segmento acadêmico, com destaque para inscrições, datas de premiação e anúncios dos premiados. Para seguir este canal e acompanhar tudo sobre o Jabuti Acadêmico, clique aqui.

Aproveite essa oportunidade de ficar por dentro das principais novidades do mundo dos livros e da leitura em um ambiente protegido e seguro!

No próximo dia 21 de novembro, às 17h, a Abrelivros promove a live "Desafios da leitura: O cérebro leitor", com a participação da neurocientista Maryanne Wolf, uma das maiores especialistas globais em letramento. Autora dos livros "O Cérebro no Mundo Digital" e "O Cérebro Leitor", ambos publicados pela Editora Contexto, Maryanne trará reflexões sobre como a leitura molda o cérebro humano e os desafios enfrentados na era digital.

O evento será transmitido pelo canal do YouTube da Abrelivros e contará com Ângelo Xavier, presidente da associação, como anfitrião, e com Eduardo Kruel na mediação. A discussão abordará questões fundamentais sobre o impacto das novas tecnologias no hábito da leitura e no desenvolvimento cognitivo, além de propor caminhos para fortalecer o letramento em tempos de mudança acelerada.

A iniciativa é uma realização da Abrelivros, com o apoio da Editora Contexto. A participação é gratuita, aberta ao público e terá tradução simultânea.

Na próxima terça-feira, dia 19 de novembro, às 14h, será transmitida ao vivo a apresentação da 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, organizada pelo Instituto Pró-Livro, criado e mantido pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL. O estudo traz dados inéditos sobre o hábito de leitura no país, além de destacar o impacto das bibliotecas e de iniciativas culturais na vida dos brasileiros.

Nesta edição, a pesquisa oferece um panorama atualizado sobre os interesses e transformações do cenário literário no país, abordando as preferências e as motivações dos leitores.

A iniciativa conta com o patrocínio do Itaú Unibanco, por meio de incentivo fiscal da Lei Rouanet, e foi realizada em parceria com a Fundação Itaú e com o apoio das entidades mantenedoras do Instituto Pró-Livro: Abrelivros, CBL e SNEL.

Acompanhe a transmissão ao vivo no canal do YouTube do Instituto Pró-Livro, e esteja por dentro dos dados mais recentes sobre a leitura no Brasil.

A cerimônia de premiação acontecerá em São Paulo no dia 19 de novembro

 

A 66ª edição do Prêmio Jabuti, a mais prestigiosa premiação literária do Brasil, contará com a atriz, radialista, locutora e apresentadora Adriana Lessa como mestre de cerimônias. A entrega das estatuetas acontecerá no dia 19 de novembro, às 20h, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com acesso exclusivo para convidados.

Nascida em São Paulo e criada em Guarulhos, Adriana Lessa iniciou sua carreira artística em 1986 sob a direção de Antunes Filho. Com uma carreira marcada por atuações no teatro de prosa e musical, cinema, séries e novelas, Adriana participou de produções como Macunaíma, A Partilha, O Admirável Sertão de Zé Ramalho, Cartola - O Mundo é um Moinho, MPB Musical Popular Brasileiro, O Clone, Senhora do Destino, Escrava Mãe, Sessão de Terapia e Depois do Universo. Sua versatilidade e presença cativante prometem abrilhantar o evento.

Nesta edição, o Prêmio Jabuti recebeu um total de 4.170 inscrições. Durante o evento, serão anunciados os vencedores das 22 categorias, organizadas nos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação, além do aguardado prêmio de Livro do Ano. Cada vencedor de categoria receberá a icônica estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil, com exceção da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior. As editoras das obras vencedoras também serão agraciadas com a estatueta.

O Livro do Ano, maior premiação da noite, receberá um prêmio de R$ 70 mil, além de passagens e hospedagem para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. A editora vencedora da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior receberá uma estatueta do Jabuti. Caso seja filiada ao Projeto Brazilian Publishers, terá direito a uma Bolsa de Apoio à Tradução, no valor de R$ 5 mil, oferecida pela CBL, destinada à tradução de uma nova obra de seu catálogo para qualquer outro idioma.

Este ano, o Prêmio Jabuti conta com o patrocínio da Urbia, gestora do Parque Ibirapuera e de outros 11 parques urbanos e naturais no Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, a premiação conta também com o apoio da Indústria Gráfica Santa Marta.

Na curadoria do Prêmio Jabuti desta edição está Hubert Alquéres, que possui mais de 40 anos de atuação nas áreas de cultura e educação, e uma longa trajetória com o Prêmio, tendo coordenado a comissão durante seis anos na Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Realizado desde 1958, o Prêmio Jabuti consolidou-se como a mais importante premiação literária do país e uma referência no mercado editorial brasileiro. Ele desempenha um papel fundamental ao reconhecer e divulgar a produção literária nacional, valorizando cada elo da cadeia do livro e dialogando com diferentes públicos leitores.

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal oficial da CBL no YouTube. Para mais informações sobre o Prêmio, acesse o site.

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