Editora brasileira conquista o mercado asiático

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20 de diciembre de 2016

Editora brasileira conquista o mercado asiático

Em 2013, Antonio Erivan Gomes participou da Feira do Livro de Bolonha representando a Cortez, uma editora brasileira. Ele soube de algo que iria mudar a estratégia de sua companhia: a China iria acabar com a “política do filho único”, implantada no país por muitas décadas. E teve um insight. Em poucos anos, a China vivenciaria o nascimento de 40 milhões de crianças – uma nova geração de leitores consumidores. A Cortez, vale mencionar, é uma editora que opera parcialmente com foco em livros infantis.

Porém, vislumbrar um potencial em fazer negócios com a China não significa exatamente a mesma coisa que estar de fato presente no mercado. Então, como foi que a Cortez alcançou as editoras chinesas? A estratégia adotada por ela foi um sucesso comprovado. A empresa utilizou intensamente a sua rede construída ao longo dos anos em que esteve participando de feiras de livros. A Cortez falou com pessoas que sabiam o quanto a editora era séria e se dedicou também a quem pudesse ajudá-la a penetrar no mercado chinês. Porém, o trabalho estava longe de acabar.

“No início, nós tivemos alguns obstáculos no caminho. Para começar, nós conseguimos um acordo com uma editora chinesa, mas ele foi cancelado devido a problemas de comunicação”, explica Gomes. “Nossos autores ficaram realmente frustrados”, ele continua, “já que eles estavam interessados em serem traduzidos para o mandarim”.

Uma outra ferramenta para ser bem-sucedido no mercado asiático é estar fisicamente presente. “Eu fui à China pelo menos quatro vezes nos últimos anos”, explica Gomes. Sua estratégia tem valido muito a pena, já que seus livros têm alcançado não apenas os leitores chineses, mas também os amantes de livros em Taiwan, Coreia do Sul e Malásia.

O processo de venda dos direitos editoriais, para um livro finalmente chegar nas lojas asiáticas, leva em torno de 18 meses. Os livros que já estão circulando comercialmente têm sido publicados em maior escala do que apenas no Brasil.

Antonio Erivan Gomes explica que pequenos ajustes tiveram que ser feitos para superar barreiras culturais e facilitar a recepção dos livros de sua empresa, “porém nada que tenha mudado a alma do trabalho”, ele garante. “As histórias da Cortez são sofisticadas, porém universais, e, portanto, de fácil comunicação com pessoas de todo o mundo”.

O sucesso delas no mercado asiático motivou a Cortez a focar mais suas atividades em mercados não tradicionais – países que podem estar abertos a receber histórias de autores brasileiros. Agora, a Cortez já prevê que suas histórias brasileiras serão vendidas no Oriente Médio, tendo a Turquia e o Líbano como portas de entrada.

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