{"id":50718,"date":"2017-03-22T00:00:00","date_gmt":"2017-03-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/2017\/03\/22\/de-olho-nos-direitos-editores-brasileiros-vao-a-feira-do-livro-infantil-e-juvenil-de-bolonha\/"},"modified":"2022-05-26T15:43:59","modified_gmt":"2022-05-26T18:43:59","slug":"de-olho-nos-direitos-editores-brasileiros-vao-a-feira-do-livro-infantil-e-juvenil-de-bolonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/2017\/03\/de-olho-nos-direitos-editores-brasileiros-vao-a-feira-do-livro-infantil-e-juvenil-de-bolonha\/","title":{"rendered":"De olho nos direitos: Editores brasileiros v\u00e3o \u00e0 Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Adam Critchley - Publishing Perspectives<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>Grupo de editores brasileiros para Bolonha<\/strong><br \/>\nA C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL)\u2014 associa\u00e7\u00e3o brasileira de editoras, distribuidoras e livreiros \u2013 leva delega\u00e7\u00f5es para apenas tr\u00eas feiras: Frankfurt, Guadalajara e Bolonha. Portanto, cada uma delas \u00e9 bastante importante, de acordo com Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, o diretor da organiza\u00e7\u00e3o exportadora de editora\u00e7\u00e3o Brazilian Publishers.<\/p>\n<p>Ele liderar\u00e1 uma delega\u00e7\u00e3o de 15 editores na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que ocorrer\u00e1 de 3 a 6 de abril.<\/p>\n<p>E, como nos anos anteriores, Menezes diz que ele espera que os livros infantis brasileiros despertem bastante a aten\u00e7\u00e3o e o interesse dos compradores, bem como dos leitores.<\/p>\n<p>\u201cNossas ilustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o famosas em todo o mundo,\u201d conta \u00e0 Publishing Perspectives, \u201ctalvez devido \u00e0s cores que s\u00e3o usadas. E n\u00f3s esperamos achar novos leitores \u2013 e novos leitores s\u00e3o crian\u00e7as, ent\u00e3o n\u00f3s queremos crescer tanto em casa quanto no exterior.\u201d<br \/>\n\u201cOs compradores prestam bastante aten\u00e7\u00e3o aos desenhos, ent\u00e3o eles nos ajudam a vender os direitos.\u201d<br \/>\nInteresse abrangente nos Livros Infantis Brasileiros<\/p>\n<p>Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s tamb\u00e9m estamos come\u00e7ando a fazer neg\u00f3cio com os \u00e1rabes,\u201d diz Menezes.<br \/>\nEle esteve na Feira Internacional do Livro de Sharjah do ano passado, e a Autoridade do Livro de Sharjah ser\u00e1 uma Convidada de Honra na Bienal do Livro de S\u00e3o Paulo em 2018. Enquanto isso, em Bolonha, a CBL \u2013 junto com associa\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses latino-americanos \u2013 ir\u00e1 sediar um evento de media\u00e7\u00e3o para os pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos em torno de 14 milh\u00f5es de \u00e1rabes morando no Brasil,\u201d diz Menezes, \u201cent\u00e3o h\u00e1 uma conex\u00e3o cultural que une o mundo \u00e1rabe e a gente, e eu espero que nos ajude a vender mais direitos e trazer os nossos mercados de livros mais para perto.\u201d<br \/>\nConforme apontado pela Publishing Perspectives em setembro, a Xeica dos Emirados \u00c1rabes Unidos Bodour bint Sultan Al Qasimi, patrona fundadora da Emirates Publishers Association (EPA), liderou uma delega\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o ao Brasil no \u00faltimo outono para fortalecer os la\u00e7os da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Essa visita permitiu \u00e0 delega\u00e7\u00e3o UAE a reflex\u00e3o sobre a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica atual brasileira e o seu impacto nas compras de livros pelos consumidores e pelo governo, levando os editores do pa\u00eds a diversificarem seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cEssa nova parceria \u00e9 importante para os dois lados,\u201d disse Bodour na ocasi\u00e3o, \u201ce CBL, EPA, e a Autoridade do Livro de Sharjah querem trabalhar juntas para desenvolver o mercado brasileiro de livros no mundo \u00e1rabe, e promover os livros \u00e1rabes no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 f\u00e1cil ver o qu\u00e3o apaixonados os brasileiros s\u00e3o pela sua cultura. E se essa paix\u00e3o puder ser compartilhada com o mundo atrav\u00e9s da literatura, isso pode ajudar o pa\u00eds a obter melhores resultados, mesmo frente \u00e0 adversidade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Algumas casas editoriais ainda s\u00e3o muito fracas<br \/>\n<\/strong><br \/>\nMenezes diz que a delega\u00e7\u00e3o brasileira que vai \u00e0 Bolonha no pr\u00f3ximo m\u00eas \u00e9 composta por casas editoriais grandes e pequenas, incluindo aquelas que acabaram de come\u00e7ar a vender direitos.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, n\u00f3s vamos ter muito para mostrar, e isso \u00e9 muito bom para um ano no qual os editores brasileiros ainda est\u00e3o sofrendo com a crise econ\u00f4mica,\u201d diz ele.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos trabalhando duro para manter o mercado de livros em uma situa\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e em movimento.\u201d<br \/>\n\u201cCrian\u00e7as s\u00e3o o futuro. A proposta principal \u00e9 fazer com que elas leiam, sejam quadrinhos ou um livro de imagens, ou qualquer coisa. \u201cLuiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes<\/p>\n<p>\u201cAlgumas casas editoriais ainda s\u00e3o muito fracas, mas elas v\u00e3o sobreviver, v\u00e3o se recuperar \u2013 por isso as feiras s\u00e3o t\u00e3o importantes para n\u00f3s vendermos direitos, e \u00e9 onde os leitores t\u00eam um importante papel na recupera\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma chance de mostrarmos os nossos livros aos leitores e deles falarem sobre os livros com seus amigos e nas redes sociais.<br \/>\n\u201cFeiras s\u00e3o muito importantes para encontrar pessoas,\u201d ele diz, \u201c\u00e9 onde encontramos outros editores e autores e nos relacionamos melhor.\u201d<\/p>\n<p>\u201cE os livros infantis s\u00e3o muito importantes porque as crian\u00e7as s\u00e3o o futuro. A proposta principal \u00e9 fazer com que elas leiam, sejam quadrinhos ou livros de imagens, ou qualquer coisa. Por\u00e9m o livro concorre com muita coisa. Com o tempo gasto vendo TV, filmes, teatro, m\u00fasica, esportes. N\u00f3s estamos competindo pelo tempo da crian\u00e7a, e isso \u00e9 algo dif\u00edcil de se conseguir.\u201d<br \/>\nEditores brasileiros esperam fazer $320.000 em neg\u00f3cios em Bolonha, este ano, com a vendas de direitos.<br \/>\n\u201cIsso \u00e9 muito dinheiro para os pequenos editores.\u201d<\/p>\n<p><strong>Comprando e vendendo direitos<\/strong><\/p>\n<p>Julia Schwarcz<br \/>\n\u201cBolonha realmente \u00e9 muito importante para n\u00f3s,\u201d Julia Schwarcz, da Companhia das Letras, uma das maiores casas editoriais do Brasil, cujo cofundador, Luis Schwarcz, acaba de ganhar o Pr\u00eamio Lifetime Achievement na Feira do Livro de Londres.<br \/>\nAs publica\u00e7\u00f5es infantis da Companhia celebraram 25 anos no ano passado, Julia Schwarcz conta \u00e0 Publishing Perspectives.<br \/>\n\u201cN\u00f3s come\u00e7amos a ir anualmente h\u00e1 uns oito anos atr\u00e1s,\u201d ela diz.\u00a0 \u201cInicialmente eu fui apenas para comprar direitos, mas nos \u00faltimos quatro anos mais ou menos, n\u00f3s temos mostrado nossos t\u00edtulos e tentado vender direitos tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>E, em tempos de crise econ\u00f4mica dom\u00e9stica, participar de feiras de livros no exterior se tornou ainda mais importante, ela diz.<br \/>\n\u201cEste ano n\u00f3s passamos por tempos dif\u00edceis no Brasil. Costum\u00e1vamos vender muitos livros infantis ao governo, mas eles pararam de comprar nos \u00faltimos dois anos, o que representou uma grande mudan\u00e7a para a ind\u00fastria editorial brasileira infantil, levando muitas pequenas editoras a fecharem.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s, isso significa que n\u00e3o temos muito espa\u00e7o para comprar, precisamos nos focar mais em vender.\u201d<br \/>\n\u201cAcho que nosso maior novo alvo \u00e9 a Am\u00e9rica Latina,\u201d diz Schwarcz, \u201cporque, apesar de estarmos muito pr\u00f3ximos, o Brasil e o resto do continente s\u00e3o dois mundos diferentes.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTantas escolas est\u00e3o pedindo por t\u00edtulos latino-americanos, como folclore e contos tradicionais, ent\u00e3o estamos tentando crescer em cima de um mercado e expandi-lo, e esse \u00e9 o nosso maior alvo. Mas vender nossos pr\u00f3prios livros \u00e9 mais importante agora.\u201d<\/p>\n<p>A Companhia das Letras tamb\u00e9m visita a\u00a0 feira do livro de Guadalajara\u00a0 no M\u00e9xico, o maior evento de l\u00edngua espanhola do mundo, e fez parte de uma delega\u00e7\u00e3o de 30 editores na Feira de 2016.<\/p>\n<p>\u201cSomos a maior editora no Brasil em termos de mercado compartilhado,\u201d diz Schwarcz, \u201ce recentemente nos fundimos com a Objetiva, ent\u00e3o agora temos quase 20 diferentes publica\u00e7\u00f5es, famosas dentro e fora do Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m visitou a feira do livro infantil internacional de Xangai e viu muito interesse nos t\u00edtulos brasileiros. A empresa tem um representante dos direitos na \u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>\u2018Esperamos fazer algum neg\u00f3cio\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Karine Pansa<br \/>\nPara a editora de livros infantis Girassol Brasil Edi\u00e7\u00f5es, Bolonha \u00e9 a feira mais importante de todas, de acordo com sua diretora, Karine Pansa.<\/p>\n<p>\u201cVamos apresentar alguns autores brasileiros durante a feira,\u201d diz Pansa, \u201ce gostar\u00edamos de ter a aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, e sediaremos algumas entrevistas e esperamos fazer neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEu acho que nossos escritores e ilustradores s\u00e3o bem aceitos na Europa, que \u00e9 um mercado dif\u00edcil \u2013 o Reino Unido e a Fran\u00e7a, por exemplo \u2013 mas eles s\u00e3o os nossos maiores alvos. N\u00f3s tentamos produzir livros que sejam universais e possam entrar em m\u00faltiplos mercados.\u201d<\/p>\n<p>Pansa, conhecido pelos leitores da Publishing Perspectives pelo seu trabalho na na Feira do Livro de Frankfurt A confer\u00eancia de Mercados em 2016, diz que as editoras do pa\u00eds trabalham em grupo, o que lhes d\u00e1 maiores chances de penetra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cO suporte que recebemos da c\u00e2mara do livro foi muito importante, mas n\u00e3o estamos falando apenas de dinheiro, estamos falando de presen\u00e7a. Ter mais de um editor numa feira \u00e9 muito importante.\u201d<\/p>\n<p>Girassol j\u00e1 vendeu, no passado, direitos para a Espanha, Gr\u00e9cia, e Portugal, mas este \u00faltimo ainda se mant\u00e9m um mercado dif\u00edcil, j\u00e1 que os livros precisam ser traduzidos do Portugu\u00eas Brasileiro, o que torna o trabalho mais caro e, portanto, um mercado menos competitivo.<\/p>\n<p>\u201ceste ano em Bolonha ser\u00e1 a primeira vez que teremos uma reuni\u00e3o com os pa\u00edses \u00e1rabes, j\u00e1 que estamos tentando abrir um novo mercado l\u00e1, e vamos apresentar nossos t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Ela diz que uma importante parte do plano de neg\u00f3cios da Girassol s\u00e3o as coedi\u00e7\u00f5es de suas publica\u00e7\u00f5es com casas editoriais em outros pa\u00edses, incluindo Susaeta e Editorial Libsa na Espanha, e Macmillan, Quarto e Parragon no Reino Unido. Isso faz com que a empresa divida os custos e aumente a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, a crise continua sendo um problema para livreiros e editoras, diz Pansa, ampliada pela falta de uma legisla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os do livro no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cOs principais pontos de venda \u2013 o mercado e o governo \u2013 reduziram muito, ent\u00e3o espero que esse ano seja melhor. Acho que estamos come\u00e7ando a nos recuperar. Eu espero que sim.\u201d<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"mkCo07fhOt\"><p><a href=\"https:\/\/publishingperspectives.com\/2017\/03\/rights-watch-brazil-publishers-to-bologna-2017\/\">Rights Watch: Brazilian Publishers Head to Bologna Book Fair<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Rights Watch: Brazilian Publishers Head to Bologna Book Fair&#8221; &#8212; Publishing Perspectives\" src=\"https:\/\/publishingperspectives.com\/2017\/03\/rights-watch-brazil-publishers-to-bologna-2017\/embed\/#?secret=XtKsYWChE8#?secret=mkCo07fhOt\" data-secret=\"mkCo07fhOt\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Por Adam Critchley - Publishing Perspectives<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>Grupo de editores brasileiros para Bolonha<\/strong><br \/>\nA C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL)\u2014 associa\u00e7\u00e3o brasileira de editoras, distribuidoras e livreiros \u2013 leva delega\u00e7\u00f5es para apenas tr\u00eas feiras: Frankfurt, Guadalajara e Bolonha. Portanto, cada uma delas \u00e9 bastante importante, de acordo com Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, o diretor da organiza\u00e7\u00e3o exportadora de editora\u00e7\u00e3o Brazilian Publishers.<\/p>\n<p>Ele liderar\u00e1 uma delega\u00e7\u00e3o de 15 editores na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que ocorrer\u00e1 de 3 a 6 de abril.<\/p>\n<p>E, como nos anos anteriores, Menezes diz que ele espera que os livros infantis brasileiros despertem bastante a aten\u00e7\u00e3o e o interesse dos compradores, bem como dos leitores.<\/p>\n<p>\u201cNossas ilustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o famosas em todo o mundo,\u201d conta \u00e0 Publishing Perspectives, \u201ctalvez devido \u00e0s cores que s\u00e3o usadas. E n\u00f3s esperamos achar novos leitores \u2013 e novos leitores s\u00e3o crian\u00e7as, ent\u00e3o n\u00f3s queremos crescer tanto em casa quanto no exterior.\u201d<br \/>\n\u201cOs compradores prestam bastante aten\u00e7\u00e3o aos desenhos, ent\u00e3o eles nos ajudam a vender os direitos.\u201d<br \/>\nInteresse abrangente nos Livros Infantis Brasileiros<\/p>\n<p>Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s tamb\u00e9m estamos come\u00e7ando a fazer neg\u00f3cio com os \u00e1rabes,\u201d diz Menezes.<br \/>\nEle esteve na Feira Internacional do Livro de Sharjah do ano passado, e a Autoridade do Livro de Sharjah ser\u00e1 uma Convidada de Honra na Bienal do Livro de S\u00e3o Paulo em 2018. Enquanto isso, em Bolonha, a CBL \u2013 junto com associa\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses latino-americanos \u2013 ir\u00e1 sediar um evento de media\u00e7\u00e3o para os pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos em torno de 14 milh\u00f5es de \u00e1rabes morando no Brasil,\u201d diz Menezes, \u201cent\u00e3o h\u00e1 uma conex\u00e3o cultural que une o mundo \u00e1rabe e a gente, e eu espero que nos ajude a vender mais direitos e trazer os nossos mercados de livros mais para perto.\u201d<br \/>\nConforme apontado pela Publishing Perspectives em setembro, a Xeica dos Emirados \u00c1rabes Unidos Bodour bint Sultan Al Qasimi, patrona fundadora da Emirates Publishers Association (EPA), liderou uma delega\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o ao Brasil no \u00faltimo outono para fortalecer os la\u00e7os da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Essa visita permitiu \u00e0 delega\u00e7\u00e3o UAE a reflex\u00e3o sobre a crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica atual brasileira e o seu impacto nas compras de livros pelos consumidores e pelo governo, levando os editores do pa\u00eds a diversificarem seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cEssa nova parceria \u00e9 importante para os dois lados,\u201d disse Bodour na ocasi\u00e3o, \u201ce CBL, EPA, e a Autoridade do Livro de Sharjah querem trabalhar juntas para desenvolver o mercado brasileiro de livros no mundo \u00e1rabe, e promover os livros \u00e1rabes no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 f\u00e1cil ver o qu\u00e3o apaixonados os brasileiros s\u00e3o pela sua cultura. E se essa paix\u00e3o puder ser compartilhada com o mundo atrav\u00e9s da literatura, isso pode ajudar o pa\u00eds a obter melhores resultados, mesmo frente \u00e0 adversidade.\u201d<\/p>\n<p><strong>Algumas casas editoriais ainda s\u00e3o muito fracas<br \/>\n<\/strong><br \/>\nMenezes diz que a delega\u00e7\u00e3o brasileira que vai \u00e0 Bolonha no pr\u00f3ximo m\u00eas \u00e9 composta por casas editoriais grandes e pequenas, incluindo aquelas que acabaram de come\u00e7ar a vender direitos.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, n\u00f3s vamos ter muito para mostrar, e isso \u00e9 muito bom para um ano no qual os editores brasileiros ainda est\u00e3o sofrendo com a crise econ\u00f4mica,\u201d diz ele.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos trabalhando duro para manter o mercado de livros em uma situa\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e em movimento.\u201d<br \/>\n\u201cCrian\u00e7as s\u00e3o o futuro. A proposta principal \u00e9 fazer com que elas leiam, sejam quadrinhos ou um livro de imagens, ou qualquer coisa. \u201cLuiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes<\/p>\n<p>\u201cAlgumas casas editoriais ainda s\u00e3o muito fracas, mas elas v\u00e3o sobreviver, v\u00e3o se recuperar \u2013 por isso as feiras s\u00e3o t\u00e3o importantes para n\u00f3s vendermos direitos, e \u00e9 onde os leitores t\u00eam um importante papel na recupera\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma chance de mostrarmos os nossos livros aos leitores e deles falarem sobre os livros com seus amigos e nas redes sociais.<br \/>\n\u201cFeiras s\u00e3o muito importantes para encontrar pessoas,\u201d ele diz, \u201c\u00e9 onde encontramos outros editores e autores e nos relacionamos melhor.\u201d<\/p>\n<p>\u201cE os livros infantis s\u00e3o muito importantes porque as crian\u00e7as s\u00e3o o futuro. A proposta principal \u00e9 fazer com que elas leiam, sejam quadrinhos ou livros de imagens, ou qualquer coisa. Por\u00e9m o livro concorre com muita coisa. Com o tempo gasto vendo TV, filmes, teatro, m\u00fasica, esportes. N\u00f3s estamos competindo pelo tempo da crian\u00e7a, e isso \u00e9 algo dif\u00edcil de se conseguir.\u201d<br \/>\nEditores brasileiros esperam fazer $320.000 em neg\u00f3cios em Bolonha, este ano, com a vendas de direitos.<br \/>\n\u201cIsso \u00e9 muito dinheiro para os pequenos editores.\u201d<\/p>\n<p><strong>Comprando e vendendo direitos<\/strong><\/p>\n<p>Julia Schwarcz<br \/>\n\u201cBolonha realmente \u00e9 muito importante para n\u00f3s,\u201d Julia Schwarcz, da Companhia das Letras, uma das maiores casas editoriais do Brasil, cujo cofundador, Luis Schwarcz, acaba de ganhar o Pr\u00eamio Lifetime Achievement na Feira do Livro de Londres.<br \/>\nAs publica\u00e7\u00f5es infantis da Companhia celebraram 25 anos no ano passado, Julia Schwarcz conta \u00e0 Publishing Perspectives.<br \/>\n\u201cN\u00f3s come\u00e7amos a ir anualmente h\u00e1 uns oito anos atr\u00e1s,\u201d ela diz.\u00a0 \u201cInicialmente eu fui apenas para comprar direitos, mas nos \u00faltimos quatro anos mais ou menos, n\u00f3s temos mostrado nossos t\u00edtulos e tentado vender direitos tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>E, em tempos de crise econ\u00f4mica dom\u00e9stica, participar de feiras de livros no exterior se tornou ainda mais importante, ela diz.<br \/>\n\u201cEste ano n\u00f3s passamos por tempos dif\u00edceis no Brasil. Costum\u00e1vamos vender muitos livros infantis ao governo, mas eles pararam de comprar nos \u00faltimos dois anos, o que representou uma grande mudan\u00e7a para a ind\u00fastria editorial brasileira infantil, levando muitas pequenas editoras a fecharem.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s, isso significa que n\u00e3o temos muito espa\u00e7o para comprar, precisamos nos focar mais em vender.\u201d<br \/>\n\u201cAcho que nosso maior novo alvo \u00e9 a Am\u00e9rica Latina,\u201d diz Schwarcz, \u201cporque, apesar de estarmos muito pr\u00f3ximos, o Brasil e o resto do continente s\u00e3o dois mundos diferentes.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTantas escolas est\u00e3o pedindo por t\u00edtulos latino-americanos, como folclore e contos tradicionais, ent\u00e3o estamos tentando crescer em cima de um mercado e expandi-lo, e esse \u00e9 o nosso maior alvo. Mas vender nossos pr\u00f3prios livros \u00e9 mais importante agora.\u201d<\/p>\n<p>A Companhia das Letras tamb\u00e9m visita a\u00a0 feira do livro de Guadalajara\u00a0 no M\u00e9xico, o maior evento de l\u00edngua espanhola do mundo, e fez parte de uma delega\u00e7\u00e3o de 30 editores na Feira de 2016.<\/p>\n<p>\u201cSomos a maior editora no Brasil em termos de mercado compartilhado,\u201d diz Schwarcz, \u201ce recentemente nos fundimos com a Objetiva, ent\u00e3o agora temos quase 20 diferentes publica\u00e7\u00f5es, famosas dentro e fora do Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m visitou a feira do livro infantil internacional de Xangai e viu muito interesse nos t\u00edtulos brasileiros. A empresa tem um representante dos direitos na \u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>\u2018Esperamos fazer algum neg\u00f3cio\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Karine Pansa<br \/>\nPara a editora de livros infantis Girassol Brasil Edi\u00e7\u00f5es, Bolonha \u00e9 a feira mais importante de todas, de acordo com sua diretora, Karine Pansa.<\/p>\n<p>\u201cVamos apresentar alguns autores brasileiros durante a feira,\u201d diz Pansa, \u201ce gostar\u00edamos de ter a aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, e sediaremos algumas entrevistas e esperamos fazer neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEu acho que nossos escritores e ilustradores s\u00e3o bem aceitos na Europa, que \u00e9 um mercado dif\u00edcil \u2013 o Reino Unido e a Fran\u00e7a, por exemplo \u2013 mas eles s\u00e3o os nossos maiores alvos. N\u00f3s tentamos produzir livros que sejam universais e possam entrar em m\u00faltiplos mercados.\u201d<\/p>\n<p>Pansa, conhecido pelos leitores da Publishing Perspectives pelo seu trabalho na na Feira do Livro de Frankfurt A confer\u00eancia de Mercados em 2016, diz que as editoras do pa\u00eds trabalham em grupo, o que lhes d\u00e1 maiores chances de penetra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cO suporte que recebemos da c\u00e2mara do livro foi muito importante, mas n\u00e3o estamos falando apenas de dinheiro, estamos falando de presen\u00e7a. Ter mais de um editor numa feira \u00e9 muito importante.\u201d<\/p>\n<p>Girassol j\u00e1 vendeu, no passado, direitos para a Espanha, Gr\u00e9cia, e Portugal, mas este \u00faltimo ainda se mant\u00e9m um mercado dif\u00edcil, j\u00e1 que os livros precisam ser traduzidos do Portugu\u00eas Brasileiro, o que torna o trabalho mais caro e, portanto, um mercado menos competitivo.<\/p>\n<p>\u201ceste ano em Bolonha ser\u00e1 a primeira vez que teremos uma reuni\u00e3o com os pa\u00edses \u00e1rabes, j\u00e1 que estamos tentando abrir um novo mercado l\u00e1, e vamos apresentar nossos t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Ela diz que uma importante parte do plano de neg\u00f3cios da Girassol s\u00e3o as coedi\u00e7\u00f5es de suas publica\u00e7\u00f5es com casas editoriais em outros pa\u00edses, incluindo Susaeta e Editorial Libsa na Espanha, e Macmillan, Quarto e Parragon no Reino Unido. Isso faz com que a empresa divida os custos e aumente a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, a crise continua sendo um problema para livreiros e editoras, diz Pansa, ampliada pela falta de uma legisla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os do livro no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cOs principais pontos de venda \u2013 o mercado e o governo \u2013 reduziram muito, ent\u00e3o espero que esse ano seja melhor. Acho que estamos come\u00e7ando a nos recuperar. Eu espero que sim.\u201d<\/p>\n<p>https:\/\/publishingperspectives.com\/2017\/03\/rights-watch-brazil-publishers-to-bologna-2017\/<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":46765,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-50718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50718"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51265,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50718\/revisions\/51265"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}