{"id":50691,"date":"2017-02-06T00:00:00","date_gmt":"2017-02-06T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/2017\/02\/06\/livros-e-pessoas-uma-esperanca-para-os-presidiarios\/"},"modified":"2022-05-26T15:44:23","modified_gmt":"2022-05-26T18:44:23","slug":"livros-e-pessoas-uma-esperanca-para-os-presidiarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/2017\/02\/livros-e-pessoas-uma-esperanca-para-os-presidiarios\/","title":{"rendered":"Livros e pessoas: uma esperan\u00e7a para os presidi\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><em><b>Mondolivro - 05\/02\/2017<\/b><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Hoje, domingo, publiquei no meu Blog de \u201cO Globo\u201d texto sobre a repercuss\u00e3o do meu artigo sobre a \u201cReden\u00e7\u00e3o Pela Leitura\u201d, que segue abaixo. Ao mesmo tempo, a jornalista D\u00e9bora Freitas, na Revista CBN, entrevistou a mim e Carolina Pimentel, presidente do Servas-MG, sobre o projeto \u201c2a Chance \u2013 Rodas de Leitura\u201d, que convida volunt\u00e1rios para bater um papo com os presidi\u00e1rios e incentiva a doa\u00e7\u00e3o de livros para a forma\u00e7\u00e3o do acervo das bibliotecas em pres\u00eddios. Leiam abaixo e ou\u00e7am aqui, s\u00f3 teclar aqui: Revista CBN.<\/p>\n<p>Existe, sim, esperan\u00e7a para os presidi\u00e1rios: livros e pessoas<\/p>\n<p>(publicado no Blog em \u201cO Globo\u201d. Para ler no portal, s\u00f3 teclar Blog do Afonso Borges).<\/p>\n<p>Depois que \u201cO Globo\u201d publicou o texto abaixo, fui procurado pelo Servas-MG para uma parceria ao projeto \u201cSegunda Chance \u2013 Rodas de Leitura\u201d. A ideia \u00e9 convocar a sociedade civil para ajudar, na forma de doa\u00e7\u00f5es de livros liter\u00e1rios para compor e melhorar o acervo das bibliotecas prisionais e convidar volunt\u00e1rios para conversar sobre literatura com os presidi\u00e1rios. Uma ponta importante foi costurada nesta parceria: eu tenho know-how para a estrat\u00e9gia mas de nada adianta se n\u00e3o houver um conv\u00eanio com a Secretaria do Sistema Prisional, que decide a entrada e sa\u00edda de pessoas e bens dur\u00e1veis, em uma ponta e com o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio, em outra, permitindo a remiss\u00e3o de pena aos reclusos que topem participar da iniciativa que \u00e9, tamb\u00e9m da parte deles, volunt\u00e1ria. Ou seja, h\u00e1 esperan\u00e7a. E a chave est\u00e1 a\u00ed: este \u00e9 um projeto semente, que pode e deve ser replicado em todos os lugares do Brasil.<\/p>\n<p>Pois conseguimos viabilizar o programa, que come\u00e7a agora. S\u00f3 acessar o site www.servas.org.br<\/p>\n<p>E colaborar doando livros ou se inscrevendo como volunt\u00e1rio para as rodas de leituras.<\/p>\n<p>Aqui, o texto:<\/p>\n<p>O bom exemplo foi dado. Mas quem disse que seria f\u00e1cil?, como perguntam os ingleses\u2026 Com cerim\u00f4nia oficial e pose para foto, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, C\u00e1rmen L\u00facia, anunciaram ato de doa\u00e7\u00e3o de 20 mil livros para forma\u00e7\u00e3o de bibliotecas em 40 pres\u00eddios brasileiros. Um bom exemplo. Mas este \u00e9 um assunto espinhoso.<\/p>\n<p>Vamos \u00e0s contas: s\u00e3o apenas 500 livros para cada unidade prisional. Uma biblioteca m\u00f3dica deve ter, no m\u00ednimo, tr\u00eas vezes mais, segundo orienta\u00e7\u00e3o da ONU. Outra: o MEC informa que o acervo est\u00e1 dispon\u00edvel, ou seja, j\u00e1 estava l\u00e1, guardado. \u00c9 uma boa not\u00edcia. Mas se estavam l\u00e1, n\u00e3o houve curadoria, n\u00e3o houve escolha dos t\u00edtulos. Livros, preferencialmente, de literatura de fic\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Outra d\u00favida, localizada no cora\u00e7\u00e3o do problema: por que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, sozinho? Todos sabem que os \u00f3rg\u00e3os ligados ao mundo do livro e da leitura est\u00e3o subordinados ao Minist\u00e9rio da Cultura. Fazem parte do seu organograma h\u00e1 d\u00e9cadas. Este programa deveria ser entregue ao cargo do ministro Roberto Freire, que, certamente, far\u00e1 uma gest\u00e3o balizada e tecnicamente adequada, dada a qualidade de seus pares, como Mansur Bassit, que militou anos na C\u00e2mara Brasileira do Livro, e o bibliotec\u00e1rio Cristian Santos, respons\u00e1vel pela Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.<\/p>\n<p>Est\u00e1 em vigor, h\u00e1 anos, a Lei de Remiss\u00e3o de Pena Atrav\u00e9s da Leitura. Basta o preso ler um livro por m\u00eas, fazer um resumo e entregar. Em contrapartida, dias da sua pena ser\u00e3o subtra\u00eddos. Por que n\u00e3o informar isso, no an\u00fancio, como um dos motivos? Milhares de encarcerados pelo pa\u00eds j\u00e1 desfrutam deste benef\u00edcio. S\u00e3o in\u00fameros os projetos e programas de incentivo ao h\u00e1bito da leitura no \u00e2mbito dos pres\u00eddios no Brasil. Da pequena Arax\u00e1, no sul de Minas, \u00e0 periferia de Porto Alegre.<\/p>\n<p>O mais importante desta iniciativa \u00e9 o exemplo. A for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o contida no livro \u00e9 imensa. E de todas as atividades do campo da cultura, a \u00fanica realmente fact\u00edvel para o presidi\u00e1rio \u00e9 a leitura, devido ao fator \u00f3bvio do confinamento. A leitura \u00e9 campo f\u00e9rtil para a mudan\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a B\u00edblia \u00e9 o objeto mais caro, mais bem cuidado, mais protegido, ali. Voltando \u00e0s iniciativas exitosas, a Penitenci\u00e1ria de Montenegro, no Rio Grande do Sul, criou o of\u00edcio de facilitador de livros. Tal atividade \u00e9 necess\u00e1ria por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a: os presos n\u00e3o podem circular at\u00e9 as salas de leitura para buscar os exemplares.<\/p>\n<p>O que o facilitador faz? Enche uma caixa de feira com livros e roda a penitenci\u00e1ria \u00e0 procura de leitores. Devido \u00e0 presen\u00e7a dos facilitadores, quase todo o acervo est\u00e1 emprestado. E o melhor: a cada tr\u00eas dias no of\u00edcio, um dia a menos na pris\u00e3o, como remiss\u00e3o de pena. Isso \u00e9 exemplo.<\/p>\n<p>E como n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, \u00e9 necess\u00e1rio facilitar: convidem os bibliotec\u00e1rios, especialistas em leitura e respons\u00e1veis pelas in\u00fameras iniciativas j\u00e1 existentes no pa\u00eds no campo do livro no mundo prisional para participar. Por qu\u00ea? Porque \u00e9 um bom exemplo. Porque os brasileiros querem ajudar. Porque todos querem participar de uma possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o concreta que a leitura nos pres\u00eddios proporciona. Fa\u00e7am deste bom exemplo uma a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, p\u00fablica, participativa. E confiram os resultados. Ser\u00e1 um inc\u00eandio de transforma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, humana e cidad\u00e3. Querem apostar?<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em><b>Mondolivro - 05\/02\/2017<\/b><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Hoje, domingo, publiquei no meu Blog de \u201cO Globo\u201d texto sobre a repercuss\u00e3o do meu artigo sobre a \u201cReden\u00e7\u00e3o Pela Leitura\u201d, que segue abaixo. 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A ideia \u00e9 convocar a sociedade civil para ajudar, na forma de doa\u00e7\u00f5es de livros liter\u00e1rios para compor e melhorar o acervo das bibliotecas prisionais e convidar volunt\u00e1rios para conversar sobre literatura com os presidi\u00e1rios. Uma ponta importante foi costurada nesta parceria: eu tenho know-how para a estrat\u00e9gia mas de nada adianta se n\u00e3o houver um conv\u00eanio com a Secretaria do Sistema Prisional, que decide a entrada e sa\u00edda de pessoas e bens dur\u00e1veis, em uma ponta e com o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio, em outra, permitindo a remiss\u00e3o de pena aos reclusos que topem participar da iniciativa que \u00e9, tamb\u00e9m da parte deles, volunt\u00e1ria. Ou seja, h\u00e1 esperan\u00e7a. E a chave est\u00e1 a\u00ed: este \u00e9 um projeto semente, que pode e deve ser replicado em todos os lugares do Brasil.<\/p>\n<p>Pois conseguimos viabilizar o programa, que come\u00e7a agora. S\u00f3 acessar o site www.servas.org.br<\/p>\n<p>E colaborar doando livros ou se inscrevendo como volunt\u00e1rio para as rodas de leituras.<\/p>\n<p>Aqui, o texto:<\/p>\n<p>O bom exemplo foi dado. Mas quem disse que seria f\u00e1cil?, como perguntam os ingleses\u2026 Com cerim\u00f4nia oficial e pose para foto, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, C\u00e1rmen L\u00facia, anunciaram ato de doa\u00e7\u00e3o de 20 mil livros para forma\u00e7\u00e3o de bibliotecas em 40 pres\u00eddios brasileiros. Um bom exemplo. Mas este \u00e9 um assunto espinhoso.<\/p>\n<p>Vamos \u00e0s contas: s\u00e3o apenas 500 livros para cada unidade prisional. Uma biblioteca m\u00f3dica deve ter, no m\u00ednimo, tr\u00eas vezes mais, segundo orienta\u00e7\u00e3o da ONU. Outra: o MEC informa que o acervo est\u00e1 dispon\u00edvel, ou seja, j\u00e1 estava l\u00e1, guardado. \u00c9 uma boa not\u00edcia. Mas se estavam l\u00e1, n\u00e3o houve curadoria, n\u00e3o houve escolha dos t\u00edtulos. Livros, preferencialmente, de literatura de fic\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Outra d\u00favida, localizada no cora\u00e7\u00e3o do problema: por que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, sozinho? Todos sabem que os \u00f3rg\u00e3os ligados ao mundo do livro e da leitura est\u00e3o subordinados ao Minist\u00e9rio da Cultura. Fazem parte do seu organograma h\u00e1 d\u00e9cadas. Este programa deveria ser entregue ao cargo do ministro Roberto Freire, que, certamente, far\u00e1 uma gest\u00e3o balizada e tecnicamente adequada, dada a qualidade de seus pares, como Mansur Bassit, que militou anos na C\u00e2mara Brasileira do Livro, e o bibliotec\u00e1rio Cristian Santos, respons\u00e1vel pela Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.<\/p>\n<p>Est\u00e1 em vigor, h\u00e1 anos, a Lei de Remiss\u00e3o de Pena Atrav\u00e9s da Leitura. Basta o preso ler um livro por m\u00eas, fazer um resumo e entregar. Em contrapartida, dias da sua pena ser\u00e3o subtra\u00eddos. Por que n\u00e3o informar isso, no an\u00fancio, como um dos motivos? Milhares de encarcerados pelo pa\u00eds j\u00e1 desfrutam deste benef\u00edcio. S\u00e3o in\u00fameros os projetos e programas de incentivo ao h\u00e1bito da leitura no \u00e2mbito dos pres\u00eddios no Brasil. Da pequena Arax\u00e1, no sul de Minas, \u00e0 periferia de Porto Alegre.<\/p>\n<p>O mais importante desta iniciativa \u00e9 o exemplo. A for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o contida no livro \u00e9 imensa. E de todas as atividades do campo da cultura, a \u00fanica realmente fact\u00edvel para o presidi\u00e1rio \u00e9 a leitura, devido ao fator \u00f3bvio do confinamento. A leitura \u00e9 campo f\u00e9rtil para a mudan\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a B\u00edblia \u00e9 o objeto mais caro, mais bem cuidado, mais protegido, ali. Voltando \u00e0s iniciativas exitosas, a Penitenci\u00e1ria de Montenegro, no Rio Grande do Sul, criou o of\u00edcio de facilitador de livros. Tal atividade \u00e9 necess\u00e1ria por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a: os presos n\u00e3o podem circular at\u00e9 as salas de leitura para buscar os exemplares.<\/p>\n<p>O que o facilitador faz? Enche uma caixa de feira com livros e roda a penitenci\u00e1ria \u00e0 procura de leitores. Devido \u00e0 presen\u00e7a dos facilitadores, quase todo o acervo est\u00e1 emprestado. E o melhor: a cada tr\u00eas dias no of\u00edcio, um dia a menos na pris\u00e3o, como remiss\u00e3o de pena. Isso \u00e9 exemplo.<\/p>\n<p>E como n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, \u00e9 necess\u00e1rio facilitar: convidem os bibliotec\u00e1rios, especialistas em leitura e respons\u00e1veis pelas in\u00fameras iniciativas j\u00e1 existentes no pa\u00eds no campo do livro no mundo prisional para participar. Por qu\u00ea? Porque \u00e9 um bom exemplo. Porque os brasileiros querem ajudar. Porque todos querem participar de uma possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o concreta que a leitura nos pres\u00eddios proporciona. Fa\u00e7am deste bom exemplo uma a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, p\u00fablica, participativa. E confiram os resultados. Ser\u00e1 um inc\u00eandio de transforma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, humana e cidad\u00e3. 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