{"id":50638,"date":"2016-06-01T00:00:00","date_gmt":"2016-06-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/2016\/06\/01\/setor-editorial-vendeu-menos-e-preco-do-livro-caiu-em-2015\/"},"modified":"2022-05-26T15:45:24","modified_gmt":"2022-05-26T18:45:24","slug":"setor-editorial-vendeu-menos-e-preco-do-livro-caiu-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbl.org.br\/es\/2016\/06\/setor-editorial-vendeu-menos-e-preco-do-livro-caiu-em-2015\/","title":{"rendered":"Setor editorial vendeu menos e pre\u00e7o do livro caiu em 2015"},"content":{"rendered":"<p>Em 2015, o setor editorial brasileiro produziu 447milh\u00f5es de exemplares, vendeu 389 milh\u00f5es e faturou R$ 5,23 bilh\u00f5es. \u00c9 o que demonstra a nova edi\u00e7\u00e3o do estudo, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (FIPE), para a C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2014, o faturamento teve queda nominal de 3,27%, o que significa recuo real de 12,63%, considerada a varia\u00e7\u00e3o do IPCA no ano passado. O total de livros produzidos diminuiu 10,87% e o de vendidos, 10,65%.<\/p>\n<p>Considerado apenas o recorte da pesquisa relativa ao mercado, excluindo-se as compras governamentais, o faturamento foi de R$ 4 bilh\u00f5es, referentes \u00e0 venda de 254,68 milh\u00f5es de exemplares. Em compara\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio anterior, verificam-se quedas de 3,99% e 8,19%, respectivamente. O pre\u00e7o m\u00e9dio do livro, exclusivamente no mercado, cresceu 4,57% em termos nominais, significando queda real de 5,55%. Essa vari\u00e1vel retoma, assim, a trajet\u00f3ria descendente verificada h\u00e1 alguns anos, que havia sido interrompida em 2014.<\/p>\n<p>No segmento do governo, o faturamento foi de R$ 1,22 bilh\u00e3o (-0,86%) em rela\u00e7\u00e3o a 2014), com a venda de 134,59 milh\u00f5es de livros (-14,98%). Observa-se que, em 2015, n\u00e3o ocorreram compras, por parte da Uni\u00e3o, no \u00e2mbito do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e do Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa (PNAIC), com significativo impacto negativo na produ\u00e7\u00e3o de livros infanto-juvenis: queda de 33,5 milh\u00f5es de exemplares na compara\u00e7\u00e3o com 2014.<\/p>\n<p>A pesquisa indica, ainda, que foram editados 52,42 mil t\u00edtulos, dos quais 17,28 mil s\u00e3o novos. A tiragem m\u00e9dia, considerando os 446,84 milh\u00f5es de exemplares produzidos, foi de 8,52 mil livros, com um pequeno crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2014, quando foi de 8,24 mil. O total de t\u00edtulos teve queda de 13,81%. Levando em conta apenas os novos, o recuo foi de 10,39%.<\/p>\n<p><strong>Subsetores e \u00e1reas tem\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>O subsetor de livros did\u00e1ticos seguiu liderando a produ\u00e7\u00e3o, com 221,21 milh\u00f5es de exemplares (-5,98% na compara\u00e7\u00e3o com 2014) e 12,15 mil t\u00edtulos (-12,86%). Em segundo lugar, aparecem as obras gerais, com 112,81 milh\u00f5es de livros (-19,28%) e 18,31 mil t\u00edtulos (-20,94%). Os religiosos, com 77,35 milh\u00f5es de exemplares (-5,81%) e 7,24 mil t\u00edtulos (-8,78%), v\u00eam em terceiro lugar. Na quarta posi\u00e7\u00e3o, ficaram os cient\u00edficos, t\u00e9cnicos e profissionais (CTP), com 35,46 milh\u00f5es de exemplares (-19,76%) e 14,71 mil t\u00edtulos (-6,72%).<\/p>\n<p>No tocante \u00e0s 24 \u00e1reas tem\u00e1ticas, a lideran\u00e7a \u00e9 dos did\u00e1ticos, com participa\u00e7\u00e3o de 49,10% no total de exemplares produzidos em 2015, seguidos de obras religiosas (19,62%), literatura adulta (7,08%), autoajuda (4,33%), literatura infantil (2,80%) e literatura juvenil (2,52%). Na sequ\u00eancia, aparecem os livros de direito (2,08% do total produzido), medicina (1,86%) e economia\/administra\u00e7\u00e3o (1,73%), temas que lideram na \u00e1rea de CTP.<\/p>\n<p><strong>Como o livro chega ao leitor<\/strong><\/p>\n<p>As livrarias, com 130,64 milh\u00f5es de exemplares vendidos, ou 51,30% do total comercializado no mercado, excluindo-se governo, seguiram, em 2015, como o principal canal de venda das editoras. Os distribuidores responderam por 43,60 milh\u00f5es de livros, o equivalente a 17,12%. O segmento porta a porta teve participa\u00e7\u00e3o importante, de 9,66%, com 24,60 milh\u00f5es de livros.<\/p>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o em igrejas, templos, supermercados e escolas, al\u00e9m de livros comprados por empresas, tamb\u00e9m tem relev\u00e2ncia. A venda direta nos sites das editoras \u00e9 muito pequena, com participa\u00e7\u00e3o de apenas 0,83% do total.<\/p>\n<p>Quanto aos conte\u00fados digitais, venderam-se 1,21 milh\u00e3o, com faturamento de R$ 16,79 milh\u00f5es. Os dados, contudo, correspondem apenas a um recorte do mercado, j\u00e1 que ainda n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es precisas sobre todo o universo de editoras.<\/p>\n<p>Confira<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/cbllink.cbl.org.br\/cl\/PYR8\/B\/bf43\/CBrmcPTXmAj\/BKP3\/ICH-MHp54D7\/1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>a pesquisa.<span class=\"Apple-converted-space\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"galeria\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, o setor editorial brasileiro produziu 447milh\u00f5es de exemplares, vendeu 389 milh\u00f5es e faturou R$ 5,23 bilh\u00f5es. \u00c9 o que demonstra a nova edi\u00e7\u00e3o do estudo, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (FIPE), para a C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2014, o faturamento teve queda nominal de 3,27%, o que significa recuo real de 12,63%, considerada a varia\u00e7\u00e3o do IPCA no ano passado. O total de livros produzidos diminuiu 10,87% e o de vendidos, 10,65%.<\/p>\n<p>Considerado apenas o recorte da pesquisa relativa ao mercado, excluindo-se as compras governamentais, o faturamento foi de R$ 4 bilh\u00f5es, referentes \u00e0 venda de 254,68 milh\u00f5es de exemplares. Em compara\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio anterior, verificam-se quedas de 3,99% e 8,19%, respectivamente. O pre\u00e7o m\u00e9dio do livro, exclusivamente no mercado, cresceu 4,57% em termos nominais, significando queda real de 5,55%. Essa vari\u00e1vel retoma, assim, a trajet\u00f3ria descendente verificada h\u00e1 alguns anos, que havia sido interrompida em 2014.<\/p>\n<p>No segmento do governo, o faturamento foi de R$ 1,22 bilh\u00e3o (-0,86%) em rela\u00e7\u00e3o a 2014), com a venda de 134,59 milh\u00f5es de livros (-14,98%). Observa-se que, em 2015, n\u00e3o ocorreram compras, por parte da Uni\u00e3o, no \u00e2mbito do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e do Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa (PNAIC), com significativo impacto negativo na produ\u00e7\u00e3o de livros infanto-juvenis: queda de 33,5 milh\u00f5es de exemplares na compara\u00e7\u00e3o com 2014.<\/p>\n<p>A pesquisa indica, ainda, que foram editados 52,42 mil t\u00edtulos, dos quais 17,28 mil s\u00e3o novos. A tiragem m\u00e9dia, considerando os 446,84 milh\u00f5es de exemplares produzidos, foi de 8,52 mil livros, com um pequeno crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2014, quando foi de 8,24 mil. O total de t\u00edtulos teve queda de 13,81%. Levando em conta apenas os novos, o recuo foi de 10,39%.<\/p>\n<p><strong>Subsetores e \u00e1reas tem\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>O subsetor de livros did\u00e1ticos seguiu liderando a produ\u00e7\u00e3o, com 221,21 milh\u00f5es de exemplares (-5,98% na compara\u00e7\u00e3o com 2014) e 12,15 mil t\u00edtulos (-12,86%). Em segundo lugar, aparecem as obras gerais, com 112,81 milh\u00f5es de livros (-19,28%) e 18,31 mil t\u00edtulos (-20,94%). Os religiosos, com 77,35 milh\u00f5es de exemplares (-5,81%) e 7,24 mil t\u00edtulos (-8,78%), v\u00eam em terceiro lugar. 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Os distribuidores responderam por 43,60 milh\u00f5es de livros, o equivalente a 17,12%. O segmento porta a porta teve participa\u00e7\u00e3o importante, de 9,66%, com 24,60 milh\u00f5es de livros.<\/p>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o em igrejas, templos, supermercados e escolas, al\u00e9m de livros comprados por empresas, tamb\u00e9m tem relev\u00e2ncia. A venda direta nos sites das editoras \u00e9 muito pequena, com participa\u00e7\u00e3o de apenas 0,83% do total.<\/p>\n<p>Quanto aos conte\u00fados digitais, venderam-se 1,21 milh\u00e3o, com faturamento de R$ 16,79 milh\u00f5es. 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