{"id":50753,"date":"2017-06-08T00:00:00","date_gmt":"2017-06-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/2017\/06\/08\/mercado-africano-uma-porta-que-deveriamos-abrir\/"},"modified":"2022-05-26T15:43:31","modified_gmt":"2022-05-26T18:43:31","slug":"mercado-africano-uma-porta-que-deveriamos-abrir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/2017\/06\/mercado-africano-uma-porta-que-deveriamos-abrir\/","title":{"rendered":"Mercado africano: uma porta que dever\u00edamos abrir"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Luis Antonio Torelli<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em maio, tive a oportunidade de participar da Miss\u00e3o Ministerial \u00c1frica do Sul e Mo\u00e7ambique 2017, realizada pelo Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores com o apoio da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil). A miss\u00e3o teve como objetivo promover neg\u00f3cios internacionais e o desenvolvimento e a forma\u00e7\u00e3o de parcerias estrat\u00e9gicas entre empres\u00e1rios do Brasil e da \u00c1frica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fui convidado para representar o mercado editorial brasileiro, focando principalmente na exporta\u00e7\u00e3o de direitos autorais e na produ\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa, j\u00e1 que o Brasil tem a presid\u00eancia da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP) e a C\u00e2mara Brasileira do Livro, al\u00e9m do projeto Brazilian Publishers (tamb\u00e9m em parceria com a Apex-Brasil), possui um grupo de especialistas voltados exclusivamente para a Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, coordenado por Francis Manzoni. Foi uma experi\u00eancia \u00fanica e muito enriquecedora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em nossa \u00faltima reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o para a Promo\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado em L\u00edngua Portuguesa (CPCLP), tivemos oportunidade de receber autores mo\u00e7ambicanos de renome, que nos mostraram um pouco sobre sua cultura e literatura, antes de seguirem para Po\u00e7os de Caldas, onde participaram da programa\u00e7\u00e3o oficial da FLIPO\u00c7OS. Estiveram presentes Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Mbate Pedro, Luc\u00edlio Mantaje, Sangare Okapi e Dany Wambire. Por\u00e9m, foi em Maputo, capital de Mo\u00e7ambique, que pude viver e entender de uma forma muito mais precisa toda a realidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fomos recepcionados com um evento de reabertura do Centro Cultural Brasil \u2013 Mo\u00e7ambique (CCBM), com a presen\u00e7a do Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, o Senador Ant\u00f4nio Anastasia e o diretor de Cultura de Mo\u00e7ambique, Sr. Roberto Dove. Durante a solenidade, houve uma homenagem para Paulina Chiziane, que tive o prazer de conhecer ainda no Brasil, em nossa reuni\u00e3o da CPCLP. Paulina, al\u00e9m de ser uma das mais reconhecidas autoras do pa\u00eds africano, marcou a hist\u00f3ria ao se tornar a primeira mulher a publicar um romance em Mo\u00e7ambique. Seus livros s\u00e3o publicados inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao todo foram 2 dias em Maputo, onde pude conhecer mais sobre o mercado editorial do pa\u00eds. Ao visitar livrarias percebi que a grande maioria de publica\u00e7\u00f5es eram de Portugal. O que me fez questionar: se todos falamos a mesma l\u00edngua, por que n\u00e3o temos mais livros do Brasil? Existe a\u00ed um mercado que merece receber a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, fomos para a \u00c1frica do Sul, que mostrou aspectos que comprovam a import\u00e2ncia de investirmos no exterior e de procurarmos conhecer mercados nos quais ainda n\u00e3o estamos t\u00e3o presentes. Um dos pa\u00edses mais ricos do continente apresentou uma economia, base educacional e cultural desenvolvida, que tendem a continuar crescendo. Pude visitar livrarias imensas, com livros de todos os segmentos mas, infelizmente, poucos brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passamos por Joanesburgo, o centro financeiro da \u00c1frica do Sul, e Pret\u00f3ria, capital do pa\u00eds. Foram 5 dias de reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es de projetos com os sul-africanos, com participa\u00e7\u00e3o de 35 executivos brasileiros de diferentes \u00e1reas, como ind\u00fastria t\u00eaxtil, \u00e1lcool e tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique, encontramos espa\u00e7o para a troca da cultura da l\u00edngua portuguesa, e aproveitamos a oportunidade de convida-los para participar da Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo, em 2018. Nesse pa\u00eds existe abertura para disseminarmos a literatura brasileira. \u00a0J\u00e1 na \u00c1frica do Sul, grande parte das publica\u00e7\u00f5es eram dos Estados Unidos. L\u00e1, tudo que se investe rende frutos, e acredito que n\u00e3o ser\u00e1 diferente com a produ\u00e7\u00e3o editorial brasileira. \u00a0Precisamos nos aproximar desses pa\u00edses e entendermos quais s\u00e3o os mercados a serem conquistados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de setores da Economia Criativa, em especial do mercado editorial, em miss\u00f5es como essa s\u00e3o de suma import\u00e2ncia n\u00e3o apenas para o desenvolvimento da nossa ind\u00fastria criativa, mas tamb\u00e9m para o fortalecimento da marca Brasil no exterior. Essa primeira miss\u00e3o nos rendeu a abertura das portas, mas cabe a n\u00f3s, mercado editorial, decidirmos se e como vamos investir para fortalecer esses la\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Luis Antonio Torelli<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em maio, tive a oportunidade de participar da Miss\u00e3o Ministerial \u00c1frica do Sul e Mo\u00e7ambique 2017, realizada pelo Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores com o apoio da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil). A miss\u00e3o teve como objetivo promover neg\u00f3cios internacionais e o desenvolvimento e a forma\u00e7\u00e3o de parcerias estrat\u00e9gicas entre empres\u00e1rios do Brasil e da \u00c1frica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fui convidado para representar o mercado editorial brasileiro, focando principalmente na exporta\u00e7\u00e3o de direitos autorais e na produ\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa, j\u00e1 que o Brasil tem a presid\u00eancia da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP) e a C\u00e2mara Brasileira do Livro, al\u00e9m do projeto Brazilian Publishers (tamb\u00e9m em parceria com a Apex-Brasil), possui um grupo de especialistas voltados exclusivamente para a Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, coordenado por Francis Manzoni. Foi uma experi\u00eancia \u00fanica e muito enriquecedora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em nossa \u00faltima reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o para a Promo\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado em L\u00edngua Portuguesa (CPCLP), tivemos oportunidade de receber autores mo\u00e7ambicanos de renome, que nos mostraram um pouco sobre sua cultura e literatura, antes de seguirem para Po\u00e7os de Caldas, onde participaram da programa\u00e7\u00e3o oficial da FLIPO\u00c7OS. Estiveram presentes Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Mbate Pedro, Luc\u00edlio Mantaje, Sangare Okapi e Dany Wambire. Por\u00e9m, foi em Maputo, capital de Mo\u00e7ambique, que pude viver e entender de uma forma muito mais precisa toda a realidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fomos recepcionados com um evento de reabertura do Centro Cultural Brasil \u2013 Mo\u00e7ambique (CCBM), com a presen\u00e7a do Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, o Senador Ant\u00f4nio Anastasia e o diretor de Cultura de Mo\u00e7ambique, Sr. Roberto Dove. Durante a solenidade, houve uma homenagem para Paulina Chiziane, que tive o prazer de conhecer ainda no Brasil, em nossa reuni\u00e3o da CPCLP. Paulina, al\u00e9m de ser uma das mais reconhecidas autoras do pa\u00eds africano, marcou a hist\u00f3ria ao se tornar a primeira mulher a publicar um romance em Mo\u00e7ambique. Seus livros s\u00e3o publicados inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao todo foram 2 dias em Maputo, onde pude conhecer mais sobre o mercado editorial do pa\u00eds. Ao visitar livrarias percebi que a grande maioria de publica\u00e7\u00f5es eram de Portugal. O que me fez questionar: se todos falamos a mesma l\u00edngua, por que n\u00e3o temos mais livros do Brasil? Existe a\u00ed um mercado que merece receber a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, fomos para a \u00c1frica do Sul, que mostrou aspectos que comprovam a import\u00e2ncia de investirmos no exterior e de procurarmos conhecer mercados nos quais ainda n\u00e3o estamos t\u00e3o presentes. Um dos pa\u00edses mais ricos do continente apresentou uma economia, base educacional e cultural desenvolvida, que tendem a continuar crescendo. Pude visitar livrarias imensas, com livros de todos os segmentos mas, infelizmente, poucos brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passamos por Joanesburgo, o centro financeiro da \u00c1frica do Sul, e Pret\u00f3ria, capital do pa\u00eds. Foram 5 dias de reuni\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es de projetos com os sul-africanos, com participa\u00e7\u00e3o de 35 executivos brasileiros de diferentes \u00e1reas, como ind\u00fastria t\u00eaxtil, \u00e1lcool e tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique, encontramos espa\u00e7o para a troca da cultura da l\u00edngua portuguesa, e aproveitamos a oportunidade de convida-los para participar da Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo, em 2018. Nesse pa\u00eds existe abertura para disseminarmos a literatura brasileira. \u00a0J\u00e1 na \u00c1frica do Sul, grande parte das publica\u00e7\u00f5es eram dos Estados Unidos. L\u00e1, tudo que se investe rende frutos, e acredito que n\u00e3o ser\u00e1 diferente com a produ\u00e7\u00e3o editorial brasileira. \u00a0Precisamos nos aproximar desses pa\u00edses e entendermos quais s\u00e3o os mercados a serem conquistados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de setores da Economia Criativa, em especial do mercado editorial, em miss\u00f5es como essa s\u00e3o de suma import\u00e2ncia n\u00e3o apenas para o desenvolvimento da nossa ind\u00fastria criativa, mas tamb\u00e9m para o fortalecimento da marca Brasil no exterior. 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