{"id":50652,"date":"2016-12-20T00:00:00","date_gmt":"2016-12-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/2016\/12\/20\/editora-brasileira-conquista-o-mercado-asiatico\/"},"modified":"2022-05-26T15:45:11","modified_gmt":"2022-05-26T18:45:11","slug":"editora-brasileira-conquista-o-mercado-asiatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/2016\/12\/editora-brasileira-conquista-o-mercado-asiatico\/","title":{"rendered":"Editora brasileira conquista o mercado asi\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p>Em 2013, Antonio Erivan Gomes participou da Feira do Livro de Bolonha representando a Cortez, uma editora brasileira. Ele soube de algo que iria mudar a estrat\u00e9gia de sua companhia: a China iria acabar com a \u201cpol\u00edtica do filho \u00fanico\u201d, implantada no pa\u00eds por muitas d\u00e9cadas. E teve um insight. Em poucos anos, a China vivenciaria o nascimento de 40 milh\u00f5es de crian\u00e7as \u2013 uma nova gera\u00e7\u00e3o de leitores consumidores. A Cortez, vale mencionar, \u00e9 uma editora que opera parcialmente com foco em livros infantis.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, vislumbrar um potencial em fazer neg\u00f3cios com a China n\u00e3o significa exatamente a mesma coisa que estar de fato presente no mercado. Ent\u00e3o, como foi que a Cortez alcan\u00e7ou as editoras chinesas? A estrat\u00e9gia adotada por ela foi um sucesso comprovado. A empresa utilizou intensamente a sua rede constru\u00edda ao longo dos anos em que esteve participando de feiras de livros. A Cortez falou com pessoas que sabiam o quanto a editora era s\u00e9ria e se dedicou tamb\u00e9m a quem pudesse ajud\u00e1-la a penetrar no mercado chin\u00eas. Por\u00e9m, o trabalho estava longe de acabar.<\/p>\n<p>\u201cNo in\u00edcio, n\u00f3s tivemos alguns obst\u00e1culos no caminho. Para come\u00e7ar, n\u00f3s conseguimos um acordo com uma editora chinesa, mas ele foi cancelado devido a problemas de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Gomes. \u201cNossos autores ficaram realmente frustrados\u201d, ele continua, \u201cj\u00e1 que eles estavam interessados em serem traduzidos para o mandarim\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra ferramenta para ser bem-sucedido no mercado asi\u00e1tico \u00e9 estar fisicamente presente. \u201cEu fui \u00e0 China pelo menos quatro vezes nos \u00faltimos anos\u201d, explica Gomes. Sua estrat\u00e9gia tem valido muito a pena, j\u00e1 que seus livros t\u00eam alcan\u00e7ado n\u00e3o apenas os leitores chineses, mas tamb\u00e9m os amantes de livros em Taiwan, Coreia do Sul e Mal\u00e1sia.<\/p>\n<p>O processo de venda dos direitos editoriais, para um livro finalmente chegar nas lojas asi\u00e1ticas, leva em torno de 18 meses. Os livros que j\u00e1 est\u00e3o circulando comercialmente t\u00eam sido publicados em maior escala do que apenas no Brasil.<\/p>\n<p>Antonio Erivan Gomes explica que pequenos ajustes tiveram que ser feitos para superar barreiras culturais e facilitar a recep\u00e7\u00e3o dos livros de sua empresa, \u201cpor\u00e9m nada que tenha mudado a alma do trabalho\u201d, ele garante. \u201cAs hist\u00f3rias da Cortez s\u00e3o sofisticadas, por\u00e9m universais, e, portanto, de f\u00e1cil comunica\u00e7\u00e3o com pessoas de todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p>O sucesso delas no mercado asi\u00e1tico motivou a Cortez a focar mais suas atividades em mercados n\u00e3o tradicionais \u2013 pa\u00edses que podem estar abertos a receber hist\u00f3rias de autores brasileiros. Agora, a Cortez j\u00e1 prev\u00ea que suas hist\u00f3rias brasileiras ser\u00e3o vendidas no Oriente M\u00e9dio, tendo a Turquia e o L\u00edbano como portas de entrada.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013, Antonio Erivan Gomes participou da Feira do Livro de Bolonha representando a Cortez, uma editora brasileira. Ele soube de algo que iria mudar a estrat\u00e9gia de sua companhia: a China iria acabar com a \u201cpol\u00edtica do filho \u00fanico\u201d, implantada no pa\u00eds por muitas d\u00e9cadas. E teve um insight. Em poucos anos, a China vivenciaria o nascimento de 40 milh\u00f5es de crian\u00e7as \u2013 uma nova gera\u00e7\u00e3o de leitores consumidores. A Cortez, vale mencionar, \u00e9 uma editora que opera parcialmente com foco em livros infantis.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, vislumbrar um potencial em fazer neg\u00f3cios com a China n\u00e3o significa exatamente a mesma coisa que estar de fato presente no mercado. Ent\u00e3o, como foi que a Cortez alcan\u00e7ou as editoras chinesas? A estrat\u00e9gia adotada por ela foi um sucesso comprovado. A empresa utilizou intensamente a sua rede constru\u00edda ao longo dos anos em que esteve participando de feiras de livros. A Cortez falou com pessoas que sabiam o quanto a editora era s\u00e9ria e se dedicou tamb\u00e9m a quem pudesse ajud\u00e1-la a penetrar no mercado chin\u00eas. Por\u00e9m, o trabalho estava longe de acabar.<\/p>\n<p>\u201cNo in\u00edcio, n\u00f3s tivemos alguns obst\u00e1culos no caminho. Para come\u00e7ar, n\u00f3s conseguimos um acordo com uma editora chinesa, mas ele foi cancelado devido a problemas de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Gomes. \u201cNossos autores ficaram realmente frustrados\u201d, ele continua, \u201cj\u00e1 que eles estavam interessados em serem traduzidos para o mandarim\u201d.<\/p>\n<p>Uma outra ferramenta para ser bem-sucedido no mercado asi\u00e1tico \u00e9 estar fisicamente presente. \u201cEu fui \u00e0 China pelo menos quatro vezes nos \u00faltimos anos\u201d, explica Gomes. Sua estrat\u00e9gia tem valido muito a pena, j\u00e1 que seus livros t\u00eam alcan\u00e7ado n\u00e3o apenas os leitores chineses, mas tamb\u00e9m os amantes de livros em Taiwan, Coreia do Sul e Mal\u00e1sia.<\/p>\n<p>O processo de venda dos direitos editoriais, para um livro finalmente chegar nas lojas asi\u00e1ticas, leva em torno de 18 meses. Os livros que j\u00e1 est\u00e3o circulando comercialmente t\u00eam sido publicados em maior escala do que apenas no Brasil.<\/p>\n<p>Antonio Erivan Gomes explica que pequenos ajustes tiveram que ser feitos para superar barreiras culturais e facilitar a recep\u00e7\u00e3o dos livros de sua empresa, \u201cpor\u00e9m nada que tenha mudado a alma do trabalho\u201d, ele garante. \u201cAs hist\u00f3rias da Cortez s\u00e3o sofisticadas, por\u00e9m universais, e, portanto, de f\u00e1cil comunica\u00e7\u00e3o com pessoas de todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p>O sucesso delas no mercado asi\u00e1tico motivou a Cortez a focar mais suas atividades em mercados n\u00e3o tradicionais \u2013 pa\u00edses que podem estar abertos a receber hist\u00f3rias de autores brasileiros. 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