{"id":56261,"date":"2020-11-30T16:56:30","date_gmt":"2020-11-30T19:56:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cbl.org.br\/?post_type=artigos&#038;p=56261"},"modified":"2022-08-16T10:32:55","modified_gmt":"2022-08-16T13:32:55","slug":"a-arte-do-encontro-com-livros-e-pessoas","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/artigos\/a-arte-do-encontro-com-livros-e-pessoas\/","title":{"rendered":"A arte do encontro com livros e pessoas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era eu um menino de 17 anos que fazia bicos num com\u00e9rcio de secos e molhados quando consegui meu primeiro emprego. Fui ser office boy numa livraria, encarregado de levar livros para os clientes. A ideia era ficar dois anos, para depois me dedicar \u00e0 carreira que escolhera. Pensava em ser dentista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 aquele dia, s\u00f3 tinha entrado numa livraria uma vez, para comprar um dicion\u00e1rio. De l\u00e1 para c\u00e1, virei conselheiro, consultor liter\u00e1rio, psic\u00f3logo\u2026 Sou livreiro, formado em Administra\u00e7\u00e3o. E at\u00e9 meu casamento nasceu entre os livros, j\u00e1 que h\u00e1 20 anos me encantei por uma mo\u00e7a, muito simp\u00e1tica e inteligente, que passou a trabalhar comigo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essas s\u00e3o apenas algumas das muitas hist\u00f3rias que vivi ao longo dos meus 38 anos dentro de livrarias. Agora, n\u00f3s, livreiros, estamos empenhados na campanha #tudocomecanalivraria, convidando a todos que puderem compartilhar suas experi\u00eancias vividas nas livrarias. A inten\u00e7\u00e3o, com o uso da hashtag, \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para esse espa\u00e7o \u00fanico de conviv\u00eancia e de trocas, reunindo hist\u00f3rias de leitores de todo o Brasil, como os que venho atendendo ao longo de d\u00e9cadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nossa inspira\u00e7\u00e3o foi a similar espanhola #TodoEmpiezaEnUnaLibrer\u00eda, mas poderia ser outra das campanhas surgidas entre livreiros de pa\u00edses como a Inglaterra, que se uniram para atrair de volta os leitores, ap\u00f3s cerca de quatro meses de confinamento por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus. N\u00e3o por acaso, a B\u00e9lgica acaba de declarar as livrarias como lugar de \u201cprimeira necessidade\u201d. Ou seja: l\u00e1, elas \u2014 assim como farm\u00e1cias, supermercados e hospitais \u2014\u00a0 ficar\u00e3o abertas durante a nova quarentena imposta pela segunda onda europeia da pandemia. Os belgas perceberam como esta \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade mental.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que queremos, aqui e l\u00e1 fora, \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para o papel social da livraria. Defendendo a livraria defendemos, claro, toda uma ind\u00fastria: autores, gr\u00e1ficos, distribuidores, livreiros\u2026 Mas, acima de tudo, tomamos partido desta rela\u00e7\u00e3o que \u00e9 \u00fanica e direta: a do livro com o leitor. Esta rela\u00e7\u00e3o nasce de um encontro entre ambos. Um encontro f\u00edsico que permite descobertas muito al\u00e9m de uma paquera virtual. E n\u00f3s, os profissionais do livro, acabamos sendo cupidos. Sim, porque para ser livreiro n\u00e3o basta ser empreendedor. \u00c9 preciso ser um livreiro empreendedor. O gestor, neste caso, tem que viver o dia a dia da livraria, ter contato com seus clientes, que s\u00e3o de todas as classes, etnias, ideologias\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, aproveito que amanh\u00e3,\u00a0 30 de novembro, comemoramos o Dia da Livraria e do Livreiro, e convido todos a participar deste reencontro com o livro. A fazer e viver hist\u00f3rias que alimentem o #Tudocome\u00e7analivraria. Porque esta \u00e9 uma campanha que n\u00e3o tem data para acabar. Assim como livros e livrarias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vitor Tavares \u00e9 presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro<\/span><\/p>","protected":false},"featured_media":56231,"template":"","class_list":["post-56261","artigos","type-artigos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/artigos\/56261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/artigos"}],"about":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/artigos"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cbl.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}