Dia Mundial do Livro e os fundamentos da paz

Dia Mundial do Livro e os fundamentos da paz

Dia Mundial do Livro e os fundamentos da paz

Em 23 de abril transcorre o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, instituído pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Nessa data, em 1616, faleceram Miguel de Cervantes e Shakespeare e, em anos distintos, nasceram Maurice Druon, autor de O Menino do Dedo Verde, e Vladimir Nabokov, conhecido pelo best-seller Lolita. Na Catalunha, Espanha, é tradicional oferecer uma rosa a quem compra um livro nesse dia.

Em 2016, a data tem um duplo significado especial: é a 20ª edição do Dia Mundial do Livro, criado pela Unesco em 16 de novembro de 1995 e promovido pela primeira vez no ano seguinte; e é o 400º aniversário da morte de Shakespeare e Cervantes. No Brasil, a começar pela comemoração dos 70 anos da Câmara Brasileira do Livro (CBL), também temos boas razões para celebrar a data, em meio aos imensos desafios de ampliar o hábito de leitura.

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realiza numerosas ações e estratégias em torno de uma plataforma de trabalho focada no conceito de Mais Livros em Todos os Sentidos. Estamos desenvolvendo programas que preveem um novo projeto de Leitura nos Parques, mais apoio às Feiras de Livros, ativa participação na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, instituição de concurso de textos para o público escolar infantojuvenil e difusão nacional do conteúdo dos cursos e workshops da Escola do Livro.

Quanto ao Prêmio Jabuti, considerado o mais importante do mercado editorial brasileiro, tivemos 2.575 inscrições na edição de 2015, um dos índices recordes da história do Jabuti, em meio a uma das mais graves crises político-econômicas do Brasil. O número atesta o significado e a credibilidade do prêmio. Foi criado, em 2015, o programa Jabuti entre Autores e Leitores, com a realização de 11 bate-papos em parceria com livrarias, bibliotecas públicas, universidades e centros culturais, em várias cidades.

Também temos feito grande esforço no processo de internacionalização do livro, por meio do projeto Brazilian Publishers, uma parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Seu objetivo é alavancar a participação global do conteúdo editorial brasileiro. O sucesso é crescente na presença de editores brasileiros nas mais importantes feiras internacionais para a realização de negócios de exportação de obras físicas e direitos autorais.

Este ano vamos realizar o 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital. A entidade foi pioneira em abordar o assunto no Brasil. Com o tema O mundo dos negócios digitais, o evento acontece em 25 de agosto, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A Bienal do Livro, o maior evento literário da América Latina e o terceiro maior do mundo, acontecerá de 26 de agosto a 4 de setembro e terá muitas novidades, renovando-se em sua missão de fomentar o livro e ampliar a base de leitores.

Dentre os avanços e os desafios relativos à multiplicação do hábito de leitura, é importante reiterar um conceito da Unesco, que a CBL endossa com ênfase: “É nosso dever redobrar os esforços para promover o livro, a fim de combater o analfabetismo e a pobreza, para construir sociedades sustentáveis e fortalecer as bases da paz”. Esses são fundamentos essenciais a serem abordados neste momento de grande turbulência no qual se rediscute o Brasil.

*Luís Antonio Torelli é o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

 

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