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CBL marca presença na FLIP com debates sobre políticas públicas do livro

CBL marca presença na FLIP com debates sobre políticas públicas do livro

Durante os cinco dias da Flip, uma das maiores festas literárias do País, a Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizou mesas sobre políticas públicas no âmbito do livro e da leitura.

Os principais assuntos em discussão foram: universalização das bibliotecas, internacionalização da literatura brasileira, políticas públicas, produção e vendas do setor editorial livreiro e um debate sobre a promoção de conteúdo em língua portuguesa.
“Temos o objetivo de articular a participação da sociedade para construir uma política de estado para a leitura. Para isso, é necessário institucionalizar e consolidar as políticas para o livro e leitura com parceria entre o setor privado e público”, afirmou Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

No primeiro dia do festival literário, a mesa de debate foi sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino, com a participação do deputado federal Rafael Motta, do presidente da CBL, Luís Antonio Torelli e mediação de Volnei Canonica, diretor do Clube Quindim. Houve uma discussão muito importante sobre o cumprimento da Lei 12.244 que prevê a universalização das bibliotecas escolares até 2020. A partir desse debate, o deputado Rafael Motta propôs uma audiência pública em Brasília, para tratar sobre os desdobramentos da Lei.

Sobre a internacionalização da literatura brasileira, o bate papo tratou dos desafios e oportunidades para se levar a literatura brasileira ao exterior. A mesa foi realizada na Casa Publishnews e formada por Leonardo Tonus, da Universidade Paris-Sorbonne, Marifé Boix da Feira de Frankfurt, Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de Relações Institucionais da CBL com a mediação de Simone Paulino da Nós Editora.

O que os últimos 10 anos do mercado editorial nos dizem sobre a próxima década foi mais um tema de destaque no evento e contou com a presença de Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL e Bruno Mendes, do Coisa de Livreiro‬. O objetivo foi olhar este passado com base nas pesquisas Fipe e também quais são as expectativas para o futuro do mercado editorial.

Para falar sobre o panorama econômico da cultura brasileira, a CBL promoveu na Casa Sesc Paraty um debate com Mansur Bassit, Secretário de Economia da Cultura do MinC, Danilo Miranda, diretor regional do Sesc-SP, Cristina Maseda, secretária municipal da cultura de Paraty, com mediação de Afonso Borges, escritor e produtor cultural da Fliaraxá. Foram abordados os impactos do setor cultural e criativo na evolução da economia brasileira. “As coisas no Brasil só vão melhorar quando a Cultura e a Educação sentarem-se na mesa das grandes decisões do País. Está provado que Política e Economia, sozinhas, não resolveram nem vão resolver nada.”, destacou Danilo Miranda.

Para discutir a promoção do livro, da leitura e escrita (PNLE – PLS 212/16) e o acesso às Bibliotecas Públicas do Brasil (PL 7752/17), a CBL convidou a senadora Fátima Bezerra, a secretária municipal da Cultura de Paraty, Cristina Maseda e Renata Costa, a nova secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Entre as ações atribuídas à Renata Costa, a prioridade será, além de recompor o conselho diretivo e o conselho consultivo do PNLL, promover a articulação com a Câmara dos Deputados para conseguir a aprovação, até dezembro deste ano, do Projeto de Lei 212/16 que institui a Política Nacional do Livro e Leitura. A mediação foi de Volnei Canonica, diretor do Clube Quindim com a presença de Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

No último dia os especialistas da CPCLP – Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa da CBL, Rita Chaves, professora de literatura angolana e literatura moçambicana, Damares Barbosa, pesquisadora do grupo Timor-Leste: Literatura, Cultura e Sociedade, Nelson Viana, do ministério das Relações Exteriores e a mediadora Susana Ventura, professora e pesquisadora das literaturas de língua portuguesa, apresentaram diferenças e semelhanças culturais existentes entre os países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, destacando possiblidades culturais e de negócios.

 

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